Economia Criativa leva roda de conversa sobre bordado e empreendedorismo para a EM Farol de São Tomé

A Escola Municipal Farol de São Tomé recebeu, na terça (11), a roda de conversa “Bordado, Memória e Empreendedorismo Criativo”, com a artista Natália Moraes, ação integrada ao Programa Municipal de Apoio à Economia Criativa, promovido pela Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct). O encontro reuniu alunos da EJA, professores e membros da comunidade para apresentar trabalhos que combinam bordado e fotografia,discutir trajetórias de quem transforma a arte em fonte de renda e mostrar como práticas culturais podem fortalecer vínculos e gerar novas oportunidades locais.

Durante a atividade, Natália Moraes falou sobre a criação do Studio Afetivo e exibiu peças em que o bordado complementa imagens fotográficas, explicando as etapas do processo e as escolhas técnicas que orientam seu trabalho. Os participantes tiveram a oportunidade de ver de perto os quadros bordados, tirar dúvidas sobre materiais e técnicas e refletir sobre a relação entre lembrança e ofício artesanal. Em suas palavras, a artista destacou que “o bordado sobre fotografia permite resgatar memórias e transformar afeto em possibilidades de trabalho”.

A ação faz parte de um conjunto de iniciativas da Seduct voltadas à valorização de talentos locais e à inserção de saberes artísticos no cotidiano escolar, com ênfase em sustentabilidade e empreendedorismo cultural. Sobre os resultados e a importância do projeto, a gerente de Programas, Projetos e Parcerias da Subsecretaria de Ciência e Tecnologia, Adriana Crespo, afirmou que “ver os alunos da EJA da Escola Municipal Farol de São Tomé se envolverem com a história de vida e o trabalho de uma empreendedora criativa da nossa cidade reforça o propósito do nosso programa: valorizar talentos locais e promover conexões entre arte, educação e desenvolvimento sustentável”. Ela considera ainda que momentos como este mostram “que apoiar a criatividade é também investir em pessoas, em histórias e em novas formas de enxergar o mundo”.

Ao final do encontro, professores e organizadores ressaltaram a importância de iniciativas que conectem formação e mercado, bem como os ganhos em engajamento e autoestima observados entre os alunos da EJA. A experiência serviu ainda como estímulo para que outras escolas recebam atividades semelhantes, mantendo o ambiente escolar como espaço de escuta, produção cultural e geração de possibilidades econômicas para a comunidade.

Por Jorge Rocha / Foto: Divulgação

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