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EDUCAÇÃO ILUMINA VIDAS

Alunos atípicos da Escola Municipal Luiz Sobral são protagonistas de projeto de Ciências

Popularizar e tornar inclusiva a produção científica nas escolas da rede municipal é uma das metas da Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct). A elogiada participação dos alunos atípicos da E.M. Luiz Sobral – Andrey Chay Rodrigues Monteiro, Arthur Monteiro dos Santos Souza e Emilly Vitória Firmino Bonfim — na XI Feira Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação de Campos (FEMuCTI) é um dos exemplos das ações de Educação Inclusiva da secretaria. Os estudantes apresentaram o projeto “Alunos especiais criam um espaço verde sensorial na escola para todos”, que consiste em duas maquetes representando como valorizar o espaço da escola.

Foram criadas duas maquetes para expressar diferentes visões sobre o ambiente escolar. A primeira, confeccionada pelos alunos com isopor doado, retrata a escola atual segundo sua percepção: um espaço sem vida, sem natureza e sem cores, dominado pelo cimento. Já a segunda, produzida por alunos de Engenharia do Instituto Federal Fluminense (IFF) com MDF e acrílico, apresenta a escola idealizada por eles como um local com áreas verdes, jardins, espaço sensorial e cores vibrantes — simbolizando a presença da natureza, a vitalidade e o bem-estar.

Ambas as maquetes foram montadas por meio do projeto Mais Ciência, desenvolvido em parceria com técnicos ambientais, profissionais da área florestal e alunos do IFF, segundo a professora da Sala de Recursos, Amanda Nascimento.

Além disso, os alunos foram responsáveis pela apresentação e explicação do projeto, assumindo um papel de protagonismo. “Essa apresentação foi um marco significativo para a Educação Inclusiva, pois destaca a importância de valorizar e empoderar esses estudantes. Ao dar voz e protagonismo aos alunos especiais, o projeto promove a autoestima, a confiança e a autonomia — essenciais para o desenvolvimento pessoal e cognitivo”, explicou Cristiane Marques, responsável pelo projeto.

A professora Amanda conta em detalhes como o projeto teve início: “Quando entrei em contato com a professora Cristiane e conheci o lindo trabalho que ela desenvolvia como orientadora de alunos no Mais Ciência, falei que seria maravilhoso ter esses alunos envolvidos em um projeto dessa magnitude”, declarou.

Durante o desenvolvimento do projeto, além das aulas voltadas para aprimorar a oralidade e a capacidade de falar em público, foram realizadas atividades práticas de montagem das maquetes. Espaços da escola também foram utilizados para ampliar o conhecimento dos estudantes sobre a proposta, como o Laboratório de Ciências — onde ocorreram oficinas e outras atividades — e a Sala de Recursos, que contou com aulas de jardinagem e cuidados com as plantas.

Os alunos também participaram de atividades externas, como visitas de campo ao Horto do Jardim do Éden, onde aprenderam sobre a flora por meio dos sentidos, e ao Centro de Educação Ambiental (CEA), onde estudaram o solo e o plantio de sementes, vivenciando o processo de cultivo.

O projeto foi concluído com um estudo técnico e aprofundado das espécies de plantas, dos espaços a serem ocupados e da projeção do que se deseja concretizar. “As crianças desejavam um espaço verde sensorial, acessível a todos os alunos, para gerar um ambiente de inclusão e convivência, onde pudessem sentar para conversar, contar histórias e brincar. Ter projetos de inclusão é maravilhoso”, destacou Amanda.

Rosângela Queiroz, coordenadora de Educação Especial da Seduct, ressaltou o significado desse projeto para a Educação Inclusiva. “Ter alunos atípicos da rede municipal inseridos e valorizados em um projeto de grande visibilidade enche o setor de Educação Especial de orgulho, pois é a inclusão feita de fato — principalmente quando esses alunos estão em posição de protagonismo”, afirmou.

No último dia 6, durante a II Mostra de Ciência e Tecnologia, o projeto foi um dos premiados na cerimônia sediada no auditório principal do Centro de Convenções da UENF, por ter participado da XI FEMuCTI, realizada no Jardim São Benedito, por meio do Programa Mais Ciência, em outubro. Os alunos receberam medalhas e a escola foi homenageada com um troféu.

 

Por Heitor Castelo Branco / Fotos: Divulgação

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