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EDUCAÇÃO ILUMINA VIDAS

Livro sobre Educação Escolar Quilombola, a ser lançado em 2026, conta com participação de profissional da Seduct

A participação de Marcelo Cavalcanti, assessor especial de Educação do Campo da Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct), no livro “Educação Escolar Quilombola: perspectivas antirracistas e práticas emancipatória”, a ser lançado em 2026, marca uma contribuição relevante para o debate sobre políticas educacionais voltadas aos territórios quilombolas do estado do Rio de Janeiro. A obra reúne reflexões e experiências formativas desenvolvidas a partir de um curso de aperfeiçoamento promovido pela Universidade Federal Fluminense com apoio institucional da Seduct e financiamento do Ministério da Educação.

No livro, Marcelo assina o artigo “Aquilongrafar a negra planície em suas veias abertas”, no qual apresenta uma abordagem metodológica voltada à leitura crítica dos territórios quilombolas. O texto parte da ideia de que o território não deve ser compreendido apenas como um espaço delimitado, mas como resultado das vivências, memórias e práticas construídas coletivamente pelas comunidades ao longo do tempo.

Segundo Marcelo, o método trabalhado em seu artigo valoriza o protagonismo dos sujeitos quilombolas na produção do conhecimento. Ele afirma que essa forma de mapear o território considera as experiências do cotidiano, os saberes ancestrais e as relações comunitárias, permitindo compreender conflitos históricos e atuais que impactam diretamente a vida dessas populações, como disputas por terra, racismo estrutural e pressões econômicas externas.

O assessor destaca ainda que o processo de mapeamento coletivo contribui para fortalecer a identidade e o sentimento de pertencimento. Para ele, registrar roças, quintais produtivos, rios, trilhas, espaços sagrados e locais de encontro ajuda a reafirmar o território como espaço de vida e resistência, além de ampliar a consciência crítica sobre os desafios enfrentados pelas comunidades quilombolas.

A publicação também é vista como um instrumento de apoio pedagógico para a rede municipal de ensino. De acordo com Diego Henrique, gerente de Diversidade e Inclusão da Seduct, o material organiza conteúdos formativos que auxiliam professores a planejar atividades e a integrar o território e a comunidade ao currículo escolar. Ele ressalta que o livro dialoga com realidades locais, como a região de Dores de Macabu e o Quilombo Lagoa Feia, sem deixar de contemplar outros territórios do entorno.

Para a Seduct, o apoio à iniciativa reforça o compromisso com uma educação pública que reconhece a diversidade e valoriza os saberes dos povos tradicionais. A obra amplia o acesso dos educadores a referências teóricas e práticas sobre educação escolar quilombola, contribuindo para a construção de ações pedagógicas mais contextualizadas, inclusivas e alinhadas às realidades dos territórios onde as escolas estão inseridas.

Por Jorge Rocha / Foto: Carlos Grevi

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