A Gerência de Diversidade e Inclusão da Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct) iniciou um levantamento técnico junto às unidades escolares e creches da rede municipal para compor o “Diagnóstico de Diversidade e Violência Escolar nas Unidades Escolares e Creches”, que reúne dados referentes ao ano de 2025. O ofício enviado às diretorias solicita o preenchimento de um formulário padronizado, e o prazo para envio das respostas termina no próximo dia 27.
O questionário solicita informações sobre fatores que podem contribuir para episódios de violência, a influência do lar no comportamento dos estudantes, riscos no entorno da escola, frequência de conflitos e o papel das redes sociais na amplificação de agressões. Também aborda a realização de atividades recreativas e as estratégias de inclusão adotadas nas unidades. A padronização das respostas visa permitir comparações entre escolas e a identificação de padrões que indiquem necessidades específicas de intervenção.
A ação tem como finalidade orientar políticas públicas e medidas de proteção que promovam um ambiente escolar seguro e inclusivo, segundo informa o gerente de Diversidade e Inclusão, Diego Henrique Nascimento. Com os dados consolidados, a Seduct pretende identificar tanto práticas que funcionam quanto lacunas no atendimento a situações de violência e discriminação. Diego pontua que o diagnóstico é essencial para orientar protocolos de encaminhamento para casos de abuso e negligência, programas de prevenção e a oferta de formação continuada para profissionais da educação.
Para o gerente, é preciso articular educação, saúde e proteção social para responder com rapidez quando a violência ocorre e promover a restauração do vínculo comunitário. Segundo ele, “somente a partir de um diagnóstico consistente será possível prevenir novos episódios, agir com eficiência nos encaminhamentos e promover a reconstrução do ambiente escolar, com atenção especial às garantias de direitos da criança e do adolescente”.
Diego destaca ainda que as estratégias preventivas mais recomendadas pela literatura incluem a ampliação dos espaços de participação, o fortalecimento do protagonismo estudantil, projetos de cidadania e o desenvolvimento de competências socioemocionais. “A orientação é que diversidade, equidade e inclusão atravessem todas as dimensões do trabalho escolar, desde o currículo até as formações continuadas e a gestão democrática das unidades”, explica.
A secretaria reforça o pedido para que direções e equipes preencham o formulário com informações completas até o prazo final. Após o encerramento da coleta, as respostas serão consolidadas e utilizadas no planejamento de capacitações, protocolos de atendimento e intervenções locais, com o objetivo de promover um ambiente de aprendizagem mais seguro, acolhedor e restaurador para toda a comunidade escolar.
Por Jorge Rocha / Foto: Carlos Grevi