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EDUCAÇÃO ILUMINA VIDAS

Segundo episódio do videocast Vozes da Adolescência debate práticas antirracistas

Já está no ar o segundo episódio do videocast Vozes da Adolescência, produzido pela Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct) por meio da Escola de Formação dos Educadores Municipais (Efem). O tema deste episódio, que pode ser visto aqui, é “Práticas Antirracistas” e conta com a participação da  assistente social e conselheira tutelar, Manu Ramos, do professor Marcilon Silva e de  Miguel de Souza e Anthony Victor, estudantes da Escola Municipal Maria Antônia Pessanha Trindade. O videocast conta com a mediação e apresentação de Lívia Guedes.

O videocast debateu dados que mostram a dimensão do problema e explicam a urgência do tema. Entre esses dados, estão os que apontam que, em 2024, foram registradas mais de cinco mil ocorrências de racismo e injúria racial segundo órgãos oficiais, e uma pesquisa do Datafolha, indicando que 16% das crianças relataram ter sofrido alguma forma de racismo. Os participantes abordaram os impactos emocionais sérios decorrentes dessas experiências, como depressão e sofrimento psíquico, e apontam que muitas agressões são naturalizadas como brincadeira, o que dificulta a denúncia e a intervenção escolar.

O professor Marcilon ressaltou a necessidade de enfrentar práticas que se disfarçam de humor dentro das escolas e de reconhecer o caráter estrutural do racismo na sociedade. Manu Ramos reforçou que nomear a violência é passo essencial para que medidas pedagógicas e institucionais sejam adotadas e também valorizou saberes quilombolas, como o uso de plantas medicinais e a tradição oral, como formas legítimas de conhecimento. Os relatos dos estudantes ilustraram como os preconceitos cotidianos afetam a autoestima e o desempenho escolar.

O episódio também apresenta o projeto Centro de Memória de Práticas Corporais (Cemepac), desenvolvido na Escola Municipal Maria Antônia Pessanha Trindade, com protagonismo dos estudantes quilombolas. A iniciativa mapeia memórias locais por meio de entrevistas com moradores e lideranças, organiza o material em plataforma digital e amplia a noção de práticas corporais para abranger relação com o território e tradições como jongo e capoeira. Essas ações fortalecem identidade e pertencimento e colocam a comunidade como fonte de saberes e resistência.

Lívia Guedes destacou que a intenção do videocast é aproximar educadores e adolescentes e de pensar estratégias concretas para o cotidiano escolar. Ela disse que é preciso ouvir os jovens com atenção, reconhecer suas vivências e construir práticas que tornem a escola mais acolhedora e inclusiva. Segundo Lívia, o projeto busca oferecer recursos para professores e alunos do 6º ao 9º ano, estimular a escuta mútua e promover um ambiente onde empatia e comunicação ajudem no aprendizado e na convivência.

Por Jorge Rocha / Fotos: João Marvila

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