O pronunciamento da secretária municipal de Educação, Ciência e Tecnologia, Tânia Alberto, dentro do Encontro Nacional dos Municípios de Médio e Grande Porte – Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), aconteceu durante a Mesa de Encaminhamentos – Síntese das Construções Coletivas e Encaminhamentos de Política Curricular para a Alfabetização. Na ocasião, foram debatidos os compromissos do MEC com as redes municipais para os próximos ciclos.
A secretária pediu maior articulação entre os entes federativos para desenvolvimento da Educação pública. Ela participou do evento ao lado da diretora pedagógica da Seduct, Viviane Terra. O Encontro teve início na segunda-feira (13) e terminou nesta quarta-feira (15), em Brasília, DF, abordando o tema: Gestão pública e garantia do direito à alfabetização nos municípios de médio e grande porte.
Tânia solicitou que, em um próximo encontro, haja espaço para compartilhamento de experiências entre os secretários e gestores presentes, garantindo a interface entre os representantes dos municípios brasileiros.
“Esse é o meu pedido para que a gente aperfeiçoe essa relação de troca. Nós sabemos o quanto ela é cara e o quanto ela é difícil de fazer lá na base, quanto mais no ambiente coletivo como esse”, disse.
Ela falou sobre a necessidade de promover maior aproximação com os municípios de maneira mais efetiva em todas as frentes.
“Eu represento uma cidade que é a quinta maior do estado do Rio de Janeiro, com 92 municípios, e o 41º município em população do país inteiro, distante 300 quilômetros da capital, com 222 unidades espalhadas em 4 mil metros quadrados. Então, só por aí a gente já tem um nível de dificuldade enorme de interlocução com a rede estadual. Não é fácil fazer qualquer política pública, quanto mais a de educação. O novo Plano Nacional de Educação acabou de ser aprovado, e nós temos responsabilidade para cumprir. Mas não é cultural no estado do Rio de Janeiro essa articulação entre estado e município para a educação. A gente já vê avanços na área de saúde nesse sentido, mas para a educação isso não é convencional ainda”, opinou.
Por Kamilla Uhl – Fotos: Viviane Terra