Educação, diversidade, inclusão e estratégias para garantir o direito de aprender. Estes são alguns temas que estarão no centro do debate do II Simpósio “Vozes e Saberes da Educação: A Escola como Espaço de Direitos”, promovido pela Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct), por meio da Escola de Formação de Educadores Municipais (EFEM). O encontro será realizado de forma totalmente on-line na segunda (27) e terça (28), das 8h às 19h, com transmissão pela plataforma Congresse.me e pelo canal do Youtube do PAE.
Com carga horária de 20 horas e emissão de certificado, o simpósio foi organizado para aproximar conhecimentos produzidos nas universidades e centros de pesquisa das práticas desenvolvidas diariamente nas unidades escolares. A programação reúne debates sobre alfabetização e Educação de Jovens e Adultos (EJA), educação inclusiva, práticas antirracistas, educação digital, letramento financeiro, saúde mental e gestão pedagógica baseada em dados, temas considerados fundamentais para enfrentar os desafios atuais da educação pública.
A gerente da EFEM, Talita Ernesto, explica que a proposta do evento é fortalecer uma visão de escola como espaço de acolhimento, participação e transformação social. “Acreditamos que investir na formação dos profissionais da educação é investir na garantia do direito de aprender de todos os estudantes e na construção de uma escola cada vez mais inclusiva, democrática e comprometida com a transformação social. A possibilidade de ser on-line amplia espaços de participação e envolvimento de nossos profissionais da educação campista”, afirmou.

Entre as atividades do simpósio, a diretora de Dados e Estatística da Seduct, Vivian Ferreira, apresentará na segunda (27) a palestra “Dados que Transformam: O Monitoramento Pedagógico na Garantia do Direito de Aprender”, dentro do eixo “Gestão por Dados e Monitoramento Pedagógico”. Ela destaca que o uso de informações educacionais precisa estar associado a decisões concretas para melhorar a aprendizagem. “Gestão por dados vai muito além de números, gráficos ou indicadores. Cada dado representa um estudante, uma escola, um professor e uma oportunidade de promover uma educação mais justa, eficiente e de qualidade. Quando analisamos essas informações, conseguimos compreender melhor a realidade das escolas, identificar desafios e planejar intervenções pedagógicas que realmente façam diferença”, explicou.
Também voltada ao tema de tomada de decisão, a palestra “Cultura de Dados na Educação: Como Monitorar o Aprendizado e a Frequência para Criar Intervenções Precoces”, apresentada por Nicole Stallivieri na segunda (27), discutirá como indicadores e avaliações podem orientar estratégias pedagógicas. Para a palestrante, os dados só ganham sentido quando utilizados para transformar a realidade escolar. “Dados isolados não são suficientes. A partir do momento em que temos acesso às informações sobre aprendizagem e frequência dos estudantes, precisamos pensar quais ações podem ser desenvolvidas para garantir a formação dos alunos. O planejamento baseado em evidências permite criar intervenções mais seguras e acompanhar o desenvolvimento da escola e dos estudantes”, afirmou.

No eixo dedicado à diversidade, direitos humanos e inclusão, a professora Marielle Troyano, da Universidade Federal Fluminense (UFF), participa com a palestra “Vozes Silenciadas: Gênero, Sexualidade e Diversidade como Pautas de Direitos Humanos na Escola”, que será apresentada na segunda (27). A pesquisadora pretende abordar as bases legais que sustentam essas discussões e refletir sobre o papel da escola diante das diferentes identidades presentes no ambiente educacional. “A proposta é pensar como questões de gênero, sexualidade e diversidade se constituem como pautas de direitos humanos e qual é o protagonismo da escola nessa promoção. Também vamos refletir sobre como esses corpos diversos são acolhidos e interpretados dentro desse espaço institucional”, explicou.

Ao reunir diferentes perspectivas sobre os desafios e possibilidades da educação contemporânea, o II Simpósio “Vozes e Saberes da Educação: A Escola como Espaço de Direitos” busca fortalecer a formação continuada dos profissionais da rede e ampliar o debate sobre práticas pedagógicas fundamentadas em evidências, inclusão, equidade e respeito à diversidade. A iniciativa pretende oferecer subsídios teóricos e metodológicos para apoiar professores, gestores e equipes escolares na construção de estratégias mais eficientes para o cotidiano das unidades de ensino, contribuindo para uma educação pública comprometida com a aprendizagem, a participação e a garantia dos direitos de todos os estudantes.
Por Jorge Rocha / Fotos: Carlos Grevi / Divulgação