Alunos da Escola José do Patrocínio levam ciência, tecnologia e inclusão à SBPC Jovem 

Um laboratório onde a História pode ser tocada, a robótica cria soluções inclusivas e os próprios estudantes se tornam multiplicadores do conhecimento. Foi com essa proposta que alunos e profissionais da Escola Municipal José do Patrocínio participaram, na segunda (27), da Feira de Ciências da 33ª SBPC Jovem, na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói. Integrando a comitiva da Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct), o grupo apresentou projetos desenvolvidos no Laboratório de História e na Sala Maker. 

A apresentação na SBPC Jovem reforçou o protagonismo dos bolsistas e a integração entre ensino, ciência e tecnologia durante o maior evento científico do país, que segue até o dia 1º de agosto. Entre os trabalhos levados ao evento estavam réplicas em impressão 3D de artefatos, monumentos e obras históricas produzidas a partir de pesquisas dos estudantes, uma maquete medieval com recursos de realidade aumentada e jogos educativos digitais e de tabuleiro. Também foram apresentados protótipos de robótica desenvolvidos com plataforma Arduíno para inclusão de pessoas com deficiência visual, fidget toys voltados à autorregulação e o podcast HistoryCast, responsável por registrar entrevistas e a cobertura das atividades desenvolvidas pela equipe durante a feira.

O coordenador do laboratório e supervisor de projetos e produção de multimídia digital da Diretoria de Programas e Projetos (DPP), Igor Pacheco, destacou que a proposta transforma a aprendizagem em uma experiência concreta. “Nosso laboratório aproxima os estudantes da História por meio de recursos táteis e tecnológicos. As impressões em 3D, as maquetes, os jogos, a robótica inclusiva e os fidget toys fazem parte de um processo de pesquisa que incentiva a criatividade, o pensamento científico e a construção de soluções para desafios reais”, declarou. 

Igor também ressaltou que a participação na SBPC representa o resultado de um trabalho articulado entre diferentes iniciativas da Seduct. “O Mais Ciência na Escola foi o ponto de partida para estruturar esse laboratório e desenvolver as pesquisas. Com o apoio da Diretoria de Programas e Projetos surgiu a iniciativa ‘De Aluno para Aluno’, formando novos estudantes multiplicadores. Essa integração fortalece as salas maker e amplia o alcance do conhecimento produzido pelos próprios alunos”, afirmou.

O Laboratório de História e a Sala Maker integram as ações do programa Mais Ciência na Escola, iniciativa que impulsionou a criação e o fortalecimento dos projetos científicos na unidade escolar. O programa federal possibilitou a implantação e o equipamento da Sala Maker, enquanto o programa municipal ampliou as oportunidades de pesquisa e formação para os estudantes. 

A iniciativa “De Aluno para Aluno” reúne estudantes bolsistas dos programas federal e municipal do Mais Ciência na Escola em ações de compartilhamento de experiências tecnológicas, maker, digitais e midiáticas. A proposta prevê a realização de oficinas, experimentações e capacitações em outras unidades da rede municipal, envolvendo estudantes, professores, gestores e demais profissionais da educação. Além de disseminar práticas inovadoras, o projeto busca criar novos núcleos de multiplicadores capazes de desenvolver pesquisas e soluções em suas próprias escolas.

Para o aluno bolsista Brenno Linhares, a participação na feira foi uma experiência marcante tanto pelo conhecimento adquirido quanto pelas relações construídas durante o evento. “Dias como esse são inesquecíveis. Estar nesse ambiente trouxe uma sensação de liberdade e de união, porque fiz amizade com muitas pessoas. Aprendi bastante, conheci novas experiências e percebi como a ciência também aproxima as pessoas”, destacou.

Por Jorge Rocha / Fotos: Divulgação

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