Vernissage de abertura da Exposição “A Ciência Caiu na Tinta”, do artista plástico Itamar Crispim, em agosto

A Subsecretaria de Ciência e Tecnologia, da Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct), vai promover a vernissage de abertura da Exposição “A Ciência Caiu na Tinta”, do artista plástico campista Itamar Crispim, no dia 11 de agosto, às 18 horas, no Auditório Principal do Palácio da Cultura – Centro Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação (CETEC). Itamar Crispim é multiartista: designer gráfico, artista plástico, fotógrafo e tecnólogo em saúde pública, e seu acervo conta com mais de 30 obras. O público em geral poderá visitar a exposição nos dias 12 e 13 de agosto, das 10h às 16h.

Ele atua há mais de 30 anos como servidor na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), numa trajetória de expressão única na arte científica institucional. Suas pinturas têm cores fortes e remetem às suas influências do surrealismo de Salvador Dalí, do impressionismo de Van Gogh ao cubismo de Pablo Picasso, criando um estilo próprio.

Segundo o subsecretário de Ciência e Tecnologia, Henrique da Hora, a exposição tem como propósito promover a popularização da ciência por meio da arte, demonstrando como a linguagem artística pode despertar o interesse pelo conhecimento científico e fortalecer o diálogo entre a ciência e a sociedade.

A solenidade de abertura reunirá representantes dos poderes públicos, dirigentes de instituições de ensino, ciência e tecnologia, pesquisadores, autoridades acadêmicas, lideranças da sociedade civil e demais convidados, celebrando um momento de valorização da Ciência, da Cultura e da Arte.

“Em suas obras, Itamar Crispim traduz conceitos científicos em uma expressão visual singular, marcada por traços e cores vibrantes que sensibilizam, inspiram e aproximam públicos de todas as idades, origens e contextos culturais”, explicou Henrique.

De acordo com a gerente de Popularização e Difusão de Ciência e Tecnologia da Seduct, Carla Salles, a exposição convida à reflexão sobre a importância do conhecimento científico para o desenvolvimento humano, a sustentabilidade e a melhoria da qualidade de vida.

“Mais do que uma mostra artística, essa exposição constitui um espaço de inspiração e conscientização, reafirmando a ciência como elemento essencial para a construção de uma sociedade mais justa, crítica e preparada para os desafios do futuro”, afirmou.

Para Itamar, não existe ciência sem arte. “Desde que o mundo é mundo, a ciência só ganhou os seus registros, seus avanços, suas publicações através da arte. Seja ela a fotografia ou uma edição, por exemplo, porque não basta só você fazer uma pesquisa, você tem que publicar. A publicação precisa de imagem. E a imagem é a origem da arte. A ciência anda junto com a imagem, anda junto com a arte, para mim não tem como separar ciência da arte. E sem a ciência não há vida, sem a ciência, a humanidade não existe. E esse é meu objetivo: levar a informação da ciência a todo canto, a quem não tem acesso”, informou.

O artista

Itamar Crispim é um artista plástico autodidata nascido em Campos dos Goytacazes (RJ). Fez bacharelado em Desenho Industrial/Programação Visual na cidade do Rio de Janeiro e, ao se formar, ingressou na Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz), criando o Departamento de Design Gráfico (Multimeios). É fotógrafo profissional, tendo iniciado sua trajetória na Multiarte Visual. Entre inúmeros projetos emblemáticos como logomarcas de congressos, diagramações e capas de livros, cartazes e impressos em geral, ele destaca as ilustrações do Livro Parasitologia, de doutor Luiz Rey, um dos maiores ícones da ciência mundial, marcando sua carreira.

Nos anos 90, mudou-se para a Fiocruz Salvador, criando a mesma estrutura e dando o mesmo suporte gráfico e artístico, sendo pioneiro nessa expansão para uma Unidade Regional. Em 1996, surge a oportunidade de uma carreira internacional, se desligando da Fiocruz por licença sem vencimento e se mudando para Tokyo – JP, onde trabalhou como fotojornalista e designer gráfico na Imprensa Japonesa (Televisão e Jornal impresso).

Depois de dois anos no mercado oriental, abriu a produtora Manga Rosa Entertainment, com a divulgação da música brasileira e fazendo grandes turnês com renomados nomes, entre eles Jorge Aragão, Dudu Nobre, Grupo Revelação, Neguinho da Beija Flor, Fala Mansa, Milton Nascimento (suporte) entre tantos outros que pisaram no Japão pela primeira vez com sua produtora.

 

Em paralelo e como sempre inquieto, desenvolve projetos de artes plásticas (exposições/aulas, trabalhos voluntários); nos intervalos das turnês e entra no cenário do Carnaval de Tokyo (o maior carnaval do mundo fora do Brasil) se unindo aos sambistas brasileiros residentes no país, assumindo o papel de intérprete de samba nas avenidas de Tokyo em algumas Escolas.

 

No ano de 2008, voltou para a Fiocruz PR como designer gráfico, fotógrafo e artista plástico, criando o primeiro painel intitulado DNArt, dando o start ao seu maior projeto com a exposição itinerante “A ciência caiu na tinta”.

Por Kamilla Uhl – Fotos: Cristiane Tobace

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