Projeto da Escola de Farol sobre cactos premiado na 13ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente da Fiocruz

Um projeto de Ciências da Escola Municipal Cláudia Almeida Pinto de Oliveira, em Farol de São Tomé, foi premiado na 13ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente da Fundação Oswaldo Cruz (Obsma), pela categoria Regional Sudeste 1. Trata-se de uma iniciativa do Ensino Fundamental com o título “Ciência na Restinga: o potencial dos cactos no tratamento da água”, vinculado ao Programa Mais Ciência na Escola, da Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia.

O projeto apresenta um método de purificação de água usando a mucilagem do cacto, uma alternativa de baixo custo e menor impacto ambiental frente aos coagulantes químicos convencionais. Orientado pela professora Andressa de Souza Batista, o trabalho foi desenvolvido pelas alunas Kevillyn Rangel, Alice Barros e Sônia Chipolecho.

Agora, esse e outros 41 trabalhos selecionados seguem em direção à Premiação Nacional, de 29 de novembro a 3 de dezembro, no Campus Manguinhos, no Rio de Janeiro. A lista completa de selecionados está disponível no site da Fiocruz. Selecionados por comissões avaliadoras em sete regionais olímpicas, esses projetos inovadores garantiram sua vaga na próxima etapa da competição.

O ponto culminante do evento será a cerimônia de premiação, agendada para 30 de novembro. A iniciativa, que ocorre a cada dois anos, visa estimular a curiosidade científica e o engajamento de jovens estudantes em temas cruciais para a saúde pública e a sustentabilidade ambiental no Brasil.

Os trabalhos selecionados como Destaques Regionais apresentam soluções propostas por estudantes de todo o país em diversas áreas. Com abordagens diversificadas, os projetos mergulham em questões ambientais, sociais e de saúde, sempre a partir da perspectiva única e das experiências vivenciadas pelos próprios alunos.

A secretária de Educação, Ciência e Tecnologia, Tânia Alberto, lembrou que esse mesmo projeto já conquistou outros prêmios de destaque. No ano passado, por exemplo, ele representou a cidade de Campos e o Estado do Rio de Janeiro na 6ª Mostra Nacional de Feiras de Ciências, realizada em Brasília, de 21 a 24 de outubro, dentro da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia.

Ela destacou que, mais uma vez, as escolas de Campos mostram seu potencial. “Gestores, pedagogos, equipe técnica, professores e alunos juntos podem alcançar muitos objetivos previamente traçados e tantos outros que surgirão com novas oportunidades. Participar da etapa nacional é um grande feito, considerando que muitos outros municípios poderiam estar lá. Então, é motivo de alegria não somente para essa escola, pois é da nossa rede que estamos falando. Os desafios são imensos, mas apesar de tudo isso, há muito crescimento e superação acontecendo em muitas unidades. E isso merece ser reconhecido e valorizado por todos. Parabéns!”, declarou Tânia.

 

Mais conquistas

 

A gerente de Popularização e Difusão da Ciência, Carla Salles, também lembrou que, no ano passado, o grupo campista ficou em 3º lugar na Feira de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Rio de Janeiro (FECTI/RJ) e, no dia 7 de outubro de 2026, irá participar, junto a outros nove projetos, da Mostra de Ciências Univassouras.

“Esse ano, as duas alunas já estão no Ensino Médio e se tornaram bolsistas Jovens Talentos na UENF, por meio de financiamento da FAPERJ, com o projeto “Bioprospecção de bactérias promotoras de crescimento associadas a Pilosocereus arrabidae em restinga costeira: potencial para o desenvolvimento de bioinoculantes tolerantes a estresses hídricos e salinos”. E seguem brilhando e nos enchendo de orgulho. Estamos promovendo uma verdadeira transformação científica, na qual professores e estudantes são os protagonistas. Nossa meta é ampliar essas oportunidades, para que muitos outros projetos trilhem o mesmo caminho e para que nosso município seja cada vez mais reconhecido pela revolução que vem realizando na Educação Básica. Parabenizo a professora Andressa e as alunas por esta conquista e que elas sirvam de inspiração para tantos outros estudantes seguirem o caminho da ciência!”, destacou Carla.

A orientadora Andressa recebeu a notícia com entusiasmo. “Estamos todas muito felizes com a premiação, principalmente pelo grande reconhecimento que a OBSMA e a Fiocruz trazem para os projetos de ciências. Nosso projeto começou em 2023 e, desde então, colecionamos bons resultados, participação em feiras, eventos e premiações. Tudo isso só foi possível pois em 2024 e 2025 o projeto recebeu o fomento e o incentivo do programa Mais Ciência na Escola.  Também estamos concorrendo à premiação nacional na categoria e ao prêmio “Menina Hoje, Cientista Amanhã”, que terá o resultado revelado na cerimônia de premiação. Então, torçam para que possamos trazer mais um prêmio para nossa cidade!”, finalizou.

Nesta 13ª edição, a Obsma registrou uma participação expressiva, com cerca de 1,5 mil trabalhos inscritos, envolvendo aproximadamente nove mil alunos e quase três mil professores de escolas públicas e privadas de todos os estados brasileiros.

Por Kamila Uhl – Fotos: Seduct / Divulgação

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