Startup Campos reconhece evolução de 3D Fibra Natural e CarbonLidar com nova bolsa

As startups 3D Fibra Natural e CarbonLidar, participantes do Programa Municipal de Apoio a Startups – Startup Campos, irão receber uma segunda Bolsa de Desenvolvimento Tecnológico após apresentarem as maiores médias no Segundo Monitoramento realizado pela TEC Incubadora, em setembro de 2026. As duas alcançaram média 3,80 na avaliação e receberão R$ 2.500 mensais, destinados a outro integrante de cada equipe, conforme previsto no Edital nº 10/2025. O programa é desenvolvido pela Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct), por meio da Subsecretaria Municipal de Ciência e Tecnologia.

O resultado foi obtido após a avaliação de 16 startups que concluíram a segunda etapa de acompanhamento, seis meses depois do primeiro monitoramento. A nova rodada de avaliação permite observar a trajetória dos projetos ao longo de um ano de participação no programa, considerando a evolução alcançada pelas equipes nesse período. Para Adriana Crespo, gerente do Startup Campos, o desempenho das duas empresas mostra o avanço obtido durante o processo de desenvolvimento. “A evolução apresentada pela 3D Fibra Natural e pela CarbonLidar demonstra que o acompanhamento contínuo permite às equipes amadurecerem suas soluções, estruturarem melhor seus negócios e avançarem na conexão entre conhecimento, tecnologia e mercado”, declarou.

A segunda bolsa amplia as condições para que as equipes mantenham e aprofundem esse processo de desenvolvimento, ao mesmo tempo em que reconhece os projetos que apresentaram maior evolução no acompanhamento.  “Fizemos o primeiro monitoramento há seis meses, agora estamos fazendo seis meses depois, finalizando um ano do programa. Esse programa tem 24 meses e esse acompanhamento é importante justamente para que a gente possa verificar a evolução das startups ao longo do tempo, identificar os avanços, entender os pontos que ainda precisam ser trabalhados e oferecer condições para que elas continuem se desenvolvendo”, afirmou Adriana.

Entre as duas selecionadas, a 3D Fibra Natural apresenta uma proposta voltada à transformação de resíduos em novos materiais para impressão 3D. Liderada por Victor Paes Dias Gonçalves, cirurgião dentista com atuação em odontologia esportiva, a startup surgiu de uma demanda identificada durante sua trajetória acadêmica. A empresa desenvolve filamentos que combinam materiais reaproveitados, fibras naturais e características adequadas à manufatura aditiva, com aplicações que incluem a produção personalizada de dispositivos e componentes.

A relação entre pesquisa, indústria e sustentabilidade também aparece na origem da solução. A startup trabalha com materiais industriais que podem ser reaproveitados e transformados em novos insumos, incluindo resíduos associados ao setor industrial da região. A proposta cria uma conexão entre economia circular e manufatura avançada, ao buscar ampliar o ciclo de utilização de materiais que poderiam permanecer sem aproveitamento. Selecionada entre os projetos do Startup Campos na edição 2025 e 2026 com nota 9,3, a 3D Fibra Natural já apresenta produto validado e comercializado e também avançou em iniciativas de pesquisa e desenvolvimento.

A CarbonLidar segue uma trajetória diferente, baseada na utilização de dados espaciais para apoiar a restauração ecológica e o acompanhamento de estoques de carbono. O projeto é liderado por Leandro José da Silva e propõe uma plataforma de modelagem e monitoramento baseada em tecnologia LiDAR, que utiliza pulsos de laser para obter informações tridimensionais sobre a estrutura da vegetação. A partir desses dados, a solução busca estimar características relacionadas à biomassa e ao carbono presente em áreas florestais, contribuindo para o acompanhamento de processos de restauração.

A proposta coloca a CarbonLidar em uma área que reúne ecologia, geotecnologia e gestão ambiental. Entre as possíveis aplicações estão o acompanhamento de áreas restauradas, projetos ambientais, propriedades rurais, iniciativas relacionadas ao carbono e ações de conservação. Leandro, responsável pela startup, possui formação acadêmica ligada à biodiversidade e à ecologia e trajetória de pesquisa relacionada às florestas e à Mata Atlântica. A CarbonLidar foi selecionada no Startup Campos com nota 9,2 e, ao longo do programa, passou a figurar entre os projetos apontados como mais avançados.

A conquista da segunda bolsa pelas duas startups reforça a proposta do Startup Campos de acompanhar a evolução dos empreendimentos ao longo de seus 24 meses de participação e criar condições para que soluções desenvolvidas a partir de pesquisa e conhecimento possam avançar em direção ao mercado. Com propostas distintas, Victor Paes Dias Gonçalves e Leandro José da Silva representam duas frentes de inovação desenvolvidas no município, uma voltada à criação de novos materiais para impressão 3D e outra à geração de dados para monitoramento ambiental. A nova etapa de fomento amplia o suporte às equipes durante o segundo ano do programa.

Por Jorge Rocha / Fotos: Divulgação

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