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EDUCAÇÃO ILUMINA VIDAS

Mais Ciência transforma aprendizado em jogo para aproximar meninas da ciência

A tecnologia pode abrir caminhos para o aprendizado sobre o papel das mulheres na ciência. É nessa direção que segue o projeto “Promovendo a inclusão de meninas nas áreas de STEM”, que desenvolve o jogo “Meninas em STEM: As GoytaGames”, dentro do programa Mais Ciência, da Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct). A proposta é criar uma experiência educativa voltada a alunas do Ensino Fundamental, com foco em ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

Coordenado pela professora Simone Vasconcelos Silva, do Instituto Federal Fluminense, e desenvolvido com a participação da bolsista Victória Garnique Zapata, o projeto busca ampliar o interesse de meninas por áreas ainda marcadas por baixa representação feminina. A ideia é unir aprendizado e interação em um jogo digital que dialogue com o cotidiano escolar e incentive a permanência das estudantes nesses campos.

Segundo Simone, o produto final será um jogo em formato de perguntas e respostas, com etapas, missões e premiações. Ela explica que, enquanto joga, a estudante também entra em contato com conteúdos das quatro áreas de STEM. “Ao final do projeto, teremos um produto, que é o jogo em si. Esse jogo está sendo desenvolvido no formato de perguntas e respostas. Temos um conjunto de perguntas para cada área de STEM. Nós temos a composição dos cenários, onde estão sendo desenvolvidas especificamente para o jogo, personagens que representam meninas ligadas à área das ciências”, afirmou.

A coordenadora acrescenta que a proposta foi pensada para transformar o ato de jogar em uma forma de aprendizagem contínua. “Ao passo que a menina joga, ela também aprende sobre aquele assunto. E aí tem as missões que devem ser cumpridas, as premiações, como que passa de uma fase para outra no jogo”, disse. O objetivo é fazer com que o conteúdo seja assimilado de maneira leve, sem perder o caráter educativo.

O desenvolvimento do projeto já avançou em várias frentes. As perguntas e respostas do jogo estão prontas, assim como o cenário inicial e três personagens já criadas. Neste momento, a equipe trabalha na construção de novas figuras e se prepara para uma fase de avaliação do conteúdo com professoras da área de STEM, etapa considerada essencial para garantir precisão e adequação pedagógica antes da aplicação com o público-alvo.

A metodologia reúne pesquisa teórica sobre gamificação e representatividade feminina, criação da narrativa e da identidade visual, programação em Python com uso da biblioteca Pygame e testes com alunas e especialistas. Até agora, foram elaboradas 10 questões para cada área de STEM, com conteúdo que passou por apoio de inteligência artificial, mas que ainda será validado por profissionais da educação antes da versão final do jogo.

Para Simone, integrar o projeto ao Mais Ciência fortalece a relação entre o IFF e a rede municipal de ensino. “É muito importante esse tipo de programa, exatamente por fazer essa integração entre o IFF e a rede municipal. Como é algo ligado à educação, é fundamental esse vínculo”, afirmou. Ela também destacou que a iniciativa ganha ainda mais relevância diante dos desafios atuais relacionados à violência de gênero e à necessidade de incentivar meninas a ocuparem os espaços que desejarem, inclusive nas áreas científicas e tecnológicas.

Por Jorge Rocha / Fotos: Divulgação

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