A Escola de Formação de Educadores Municipais (EFEM) preparou para abril uma agenda diversificada que prioriza o aperfeiçoamento constante dos profissionais da rede municipal de ensino de Campos dos Goytacazes. A programação, organizada pela Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct) por meio da EFEM, abrange desde o domínio da norma culta e da oratória até debates profundos sobre inclusão e ancestralidade. As atividades ocorrem em diferentes pontos da cidade e buscam integrar teoria e prática no cotidiano escolar.
A primeira atividade ocorre nesta quinta (9), com o encontro “Corpo que aprende, mente que se constrói, a psicomotricidade como base para o desenvolvimento integral”, na Sala 3 do Palácio da Cultura, às 8h. Voltada aos professores da rede municipal, a formação será conduzida por Anna Luiza Barroso Ferreira Teles, professora, psicomotricista e neuropsicopedagoga, com foco na relação entre movimento, aprendizagem e desenvolvimento integral.
Ainda no dia 9, o Palácio da Cultura recebe a formação e alinhamento pedagógico “Estratégias para o ensino de ciências humanas e ciências da natureza”, voltada ao 4º ano, no Auditório Principal, às 8h e às 13h. A atividade reúne Leandro Gomes Pessanha, Andrezza dos Santos Almeida Ricci e Gustavo Gomes Chagas, profissionais com atuação na rede e em áreas ligadas às ciências humanas e da natureza, em uma proposta voltada ao planejamento das turmas dos anos iniciais do ensino fundamental.
No dia 10, a Seduct dá sequência ao calendário com a formação e alinhamento pedagógico “Estratégias para o ensino de ciências humanas e ciências da natureza”, voltada ao 5º ano, no mesmo auditório, nos turnos da manhã e da tarde. Na mesma data, às 13h, começa também o curso “Linguagem em ação, comunicação oral e escrita no contexto educacional”, na Sala 2 do Palácio da Cultura. A primeira etapa será dedicada ao português instrumental, com a professora Lívia Guedes, e o curso segue no dia 13, às 8h, com técnicas de redação, ministradas por Leandro Sant’Anna, e termina no dia 15, às 13h, com técnicas de oratória, sob orientação de Wilson Heidenfelder.
No dia 14, a programação avança com a roda de conversa “Tecendo a inclusão escolar”, voltada aos professores da rede municipal. O encontro será realizado no Polo I, em Farol de São Thomé, na Escola Municipal Cláudia Almeida Pinto de Oliveira, com mediação de Micheli Marques Borowsky e participação da doutora Célia Barbosa e da doutora Marilene Parente, responsáveis pelo projeto de extensão Inclusão Social de pessoas com deficiência do ensino básico ao superior em Campos dos Goytacazes, além de professoras do Departamento de Serviço Social da UFF.
No dia 28 acontecerá o “I Colóquio de Arte e Educação Indígena”, no Auditório Principal do Palácio da Cultura, aberto a professores da educação básica, alunos, animadores culturais, instrutores de artes e ofícios e ao público em geral. No primeiro dia, às 9h, a mesa “Povos indígenas e a construção da identidade nacional” reúne Sérgio Rangel Risso e Aristides Arthur Soffiati, e, às 14h, a discussão segue com “Brasil indígena, a diversidade dos povos originários e os espaços educativos”, com Diego Santos e Marcelo Cavalcanti.
A programação do colóquio continua no dia 29, às 9h, com “A presença indígena na língua portuguesa, toponímia, fauna, flora e adaptação fonética”, com Leandro Sant’Anna e Sandra Auatt. Às 14h, a mesa “Literatura indígena contemporânea, oralidade, escrita e memória” terá a participação de Adriano Moura. O encerramento ocorre no dia 30, às 9h, com “Saberes tradicionais e o diálogo intercultural, aplicabilidade da lei 11.645 na educação básica”, com Remu Goitacá, Douglas Sousa, Maiara Santos e Amanda Mara Goytaká, e às 14h com “A arte indígena contemporânea no Brasil, ancestralidade, ruptura, resistência, linguagens e urbanidades”, com Danuza Rangel e Rodolfo Pontes.
A gerente da EFEM, Talita Ernesto, explicou que as atividades buscam atender demandas concretas das escolas e oferecem apoio direto ao trabalho pedagógico. Segundo ela, as formações “também fortalecem a prática docente ao aproximar os professores de temas como tecnologias digitais, que contribuem para o engajamento dos estudantes, e de estratégias que tornam o aprendizado mais significativo e conectado à realidade das turmas”. Talita destacou ainda que o I Colóquio de Arte-Educação Indígena amplia o olhar dos educadores sobre os povos originários, ao reunir debates sobre ancestralidade, resistência, novas linguagens, saberes tradicionais, a Lei 11.645 e a presença indígena na língua portuguesa, reforçando uma educação mais inclusiva, plural e respeitosa.
Por Jorge Rocha / Foto: Carlos Grevi