Criatividade em alta na Feira Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação de Campos 

Os alunos dos anos finais do Ensino Fundamental da rede municipal de Campos estão dando um show de criatividade no Jardim Benedito. Experimentos, exposições e até jogos interativos podem ser apreciados na XI Feira Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação de Campos (FEMuCTI). O evento faz parte da XII Semana Nacional de Ciência e Tecnologia de Campos dos Goytacazes, promovida pela Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct), e acontece até a próxima sexta (24)

Além de aproximar a população das aprendizagens desenvolvidas em sala de aula, a feira também destaca projetos com potencial para concursos e feiras estaduais. “Desta nossa feira sairão projetos que serão apresentados na Feira Estadual de Ciências e nossos alunos, neste evento, têm um histórico de conquistas. Isso evidencia que os nossos alunos têm potencial e que aqui em Campos está realmente acontecendo uma revolução científica e tecnológica”, afirmou Carla Salles, gerente de Popularização e Difusão de Ciência e Tecnologia da Seduct e organizadora do evento

Ela ressalta o caráter coletivo da participação no evento, que não contempla apenas a rede municipal. “Na FEMuCTI, nossos alunos têm a oportunidade de mostrar para a sociedade o que eles vêm produzindo, não só na nossa rede municipal de ensino, mas no nosso município, pois é uma feira que envolve escolas municipais, escolas estaduais e também escolas da rede privada de ensino”, conta Carla

Entre os destaques está o projeto Guardiões da Ciência, da EM Frederico Paes Barbosa, que combina uma simulação de laboratório inspirada em Marie Curie com uma sala de desafios em formato de escape room. Alunos bolsistas como Ana Luisa do Nascimento Coelho, Maria Victória Ribeiro Monteiro e Luís Felipe Ribeiro Gomes conduzem atividades que exigem raciocínio em química, matemática e ciências para avançar nas etapas. “Para este ano trouxemos um laboratório de radioatividade que também é um escape room. Aqui os alunos desenvolvem várias dinâmicas e têm que ter conhecimento de química, de ciências e de matemática para conseguir resolver os desafios e sair dessa sala de escape”, explica a professora Walquíria Rangel, responsável pelo projeto

O estande da EM Luiz Sobral trouxe propostas que articulam memória local e participação comunitária com práticas educativas. Coordenados pelo pesquisador de arte e cultura e animador Luiz Carlos Soares, os trabalhos investigam a cultura afrodescendente em comunidades quilombolas de Campos e reúnem também um projeto ligado às bandas de fanfarra. Os bolsistas Diogo Figueiredo, Heitor de Azevedo e Kerlon dos Santos participam da mostra e das apresentações. “Nós trabalhamos com o linguajar das comunidades e com a valorização da cultura musical local, retrabalhando toda a questão de identidade cultural e também o fortalecimento da cultura. Então esses dois projetos têm todo um apoio, não só da própria comunidade, mas também de toda a direção da escola”, disse Luiz Carlos

A décima primeira edição da feira reafirma a aposta do município em formar jovens capazes de pensar de forma crítica e de resolver problemas com base em conhecimento técnico e científico. “Todo mundo já se convenceu que as profissões que estarão em alta, que serão muito demandadas daqui a 20, 30 anos, hoje sequer existem. Mas nós já sabemos que elas serão baseadas em ciência e tecnologia. Por isso esta feira mostra que estamos formando uma geração que saberá pensar criticamente e resolver problemas tomando como base o conhecimento científico”, afirmou o subsecretário de Ciência e Tecnologia, Henrique da Hora, reforçando a ideia de que a feira também é espaço de responsabilização e visibilidade pública. A mostra segue aberta ao público até sexta (24), com entrada franca e programação variada ao longo do dia

Por Jorge Rocha / Fotos: Carlos Grevi

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