O Arquivo Público Municipal de Campos dos Goytacazes irá lançar nesta quinta (4) seu novo site, em uma cerimônia no auditório da Subsecretaria de Ciência e Tecnologia, no Palácio da Cultura, a partir das 15h. A iniciativa tem como objetivo apresentar à comunidade uma plataforma que centraliza consultas, agendamentos e acesso a documentos históricos digitalizados.
O novo site foi desenvolvido com fomento da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) e funcionará como a principal interface do Arquivo Público. Pela primeira vez, o público terá acesso remoto a quase 500 documentos digitalizados, o que reduz a necessidade de manuseio dos originais e amplia o alcance do acervo para pesquisadores, estudantes e cidadãos interessados.
Além das imagens digitalizadas, a plataforma permitirá o agendamento de pesquisas, a consulta à listagem completa dos acervos e o acesso a informações institucionais sobre projetos e ações educativas. O lançamento contará com a participação da diretora do Arquivo Público, Rafaela Machado, da presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL), Fernanda Campos, do subsecretário de Ciência e Tecnologia, Henrique da Hora, e dos representantes da Exadoc, Sarah Guarçoni e José Luiz de Souza Netto.

Rafaela Machado destaca a importância do site para a preservação da memória histórica do município. “A disponibilização desses documentos em meio digital é essencial para manter a integridade dos originais, permitindo que eles sejam preservados de forma ainda mais eficaz. Ganham o pesquisador, o acervo e a própria instituição, que passa a desempenhar seu papel de maneira mais efetiva e completa”, afirma.
O Arquivo Público Municipal de Campos dos Goytacazes, oficialmente denominado Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho, foi criado pela Lei nº 7.060 em 18 de maio de 2001 e inaugurado em 28 de março de 2002, a partir de um projeto da UENF com supervisão do Arquivo do Estado do Rio. Seu prédio-sede é o histórico Solar do Colégio, construção jesuítica do século XVII tombada como patrimônio municipal. A instituição é vinculada à Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL) e integrada ao Conselho Nacional de Arquivos (Conarq).
O acervo reúne documentos que incluem inventários, testamentos e livros de notas do período colonial, além de processos cartorários, coleções privadas e jornais históricos, muitos já em processo de digitalização com apoio da FAPERJ para ampliar o acesso virtual. Nos últimos anos, projetos de restauração passaram a ser executados para preservar peças mais frágeis, enquanto obras de reestruturação predial avançam para garantir melhores condições de conservação da memória documental da cidade.
Por Jorge Rocha / Fotos: Rodrigo Silveira/PMCG