Representantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) e de universidades que atuam em parceria na EM Carlos Chagas estiveram reunidos, na manhã desta segunda (10), com a secretária de Educação, Ciência e Tecnologia, Tânia Alberto, para esclarecimentos e encaminhamentos a respeito da escola. Entre os pontos abordados estavam a ampliação da obra e prazo de sua finalização, solicitação de cercamento de área cedida pelo Incra para ampliação da área escolar e informações sobre a organização das turmas para o próximo ano letivo.
A pauta envolveu ainda encaminhamento de projeto de emenda parlamentar para custear projeto de aquisição de painéis solares para iluminação da unidade escolar. Também foram abordados pontos como projeto de aproveitamento de água pluvial, reciclagem de materiais, composição de pomar e horta escolar. Sobre Educação de Jovens e Adultos (EJA) foi apresentada uma proposta de correção de fluxo dos alunos de 6º ao 9º ano, com oferta diurna para alunos de 15 anos ou mais.

“A gente quer que as crianças tenham contato com a natureza, com os sistemas agroflorestais, que é a produção de alimentos associados com a preservação do meio ambiente. Tem essa prática que é a educação do campo e que prevê que é a identidade do campo, a pessoa se sentir parte do campo” explicou José Carlos da Silva, representante do MST.
A reunião, ainda buscou discutir a introdução da energia solar na escola, que segundo Marcelo Cavalcanti, assistente especial de educação do campo, vai muito além de uma solução tecnológica ou ambiental. “A implementação de energia fotovoltaica representa uma oportunidade concreta de articulação entre sustentabilidade, autonomia comunitária e processos pedagógicos que transformam o território. Quando a escola adota painéis solares e passa a gerar parte de sua própria energia, abre-se um campo fértil para experiências educativas que dialogam com a vida, o território e os saberes locais”, esclareceu.

Ainda segundo Marcelo, do ponto de vista pedagógico, a energia solar pode ser condicionada, ou seja, incorporada como integrador no currículo, promovendo a interdisciplinaridade entre Ciências, Matemática, Geografia, História e Educação Ambiental. Tânia Alberto considerou como muito produtiva a reunião em relação ao alinhamento de soluções sustentáveis. “Estamos alinhando as ações para garantir melhores condições de ensino e infraestrutura, com foco em sustentabilidade e inclusão dos estudantes”, afirmou a secretária.
Por: Heitor Castelo Branco (estagiário) / Fotos: Carlos Grevi