O Teatro de Bolso Procópio Ferreira recebe nesta terça (25) e quarta (26), a releitura cênica “Portinari, Pés, Alma e Sentimentos”. A peça, interpretada por alunos da Escola de Práticas Artísticas (EPA!), da Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct) é apresentada uma vez ao ano desde 2017 e contará com sessões em dois horários nestes dois dias, sendo uma às 10h e a outra às 15h.
O espetáculo, que tem entrada gratuita e classificação livre, é encenado por estudantes da rede municipal, com idades entre 7 e 16 anos, em uma iniciativa conjunta da Seduct e da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL). A montagem, inspirada nas obras de Cândido Portinari, foi elaborada a partir da pesquisa e do texto de Neide Brasil, que escolheu o artista por suas produções que evidenciam a desigualdade social.

Para a coordenadora da Animação Cultural, Eliana Carneiro, essas apresentações são oportunidades para que crianças possam desenvolver suas habilidades criativas e artísticas. “Ajuda também a construir a confiança e autoestima, além de aprenderem a trabalhar em equipe, a se comunicar e até superar desafios. Para mim, o teatro é uma forma de promover a inclusão e a diversidade, que também cria memórias inesquecíveis.” declara.
A sessão da manhã é dirigida por Aline Wagner, Raquel Monteiro e Fátima Estefan. Já a sessão da tarde, é dirigida mais uma vez por Fátima, Raquel e Fernanda Barboza, com a ajuda dos professores para a confecção de todo o figurino.
Durante o primeiro horário desta terça, a Seduct esteve presente para acompanhar a estreia da peça, representada pela coordenadora de Educação Inclusiva, Rosângela Queiroz. “Foi uma emoção muito grande ter visto esse trabalho hoje. A apresentação foi muito importante. Além de ensinar essas crianças novas que estão chegando para fazer teatro, ensina também a plateia É muito relevante, sempre, apresentar temas tão atemporais”, comenta.

Sobre o EPA
A Escola de Práticas Artísticas (EPA) é um projeto da Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia de Campos, em parceria com a Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, que oferece aulas de teatro, dança, maquiagem artística e musicalização para crianças e adolescentes de 7 a 16 anos. As atividades acontecem duas vezes por semana e priorizam estudantes da rede pública, embora possam incluir alunos de escolas privadas quando há vagas. A EPA também produz espetáculos que abordam temas sociais e culturais, fortalecendo a expressão artística dos participantes.
Ligada diretamente à política educacional do município, a escola atua como instrumento de educação integral ao estimular criatividade, comunicação, trabalho em equipe e pensamento crítico. Além de ampliar o acesso à arte e promover inclusão social, contribui para valorizar a identidade cultural de Campos e incentivar o desenvolvimento de futuros profissionais da área cultural e da economia criativa.
“A importância da EPA é imensa. É tirar essa criança da sua casa para o ofício do teatro, fazer essa criança se expressar melhor, falar melhor e ouvir melhor o outro. Com essa ação, o aluno sai do ensino regular e ela vem para o teatro, onde além de aprender a interpretar, ela melhora sua autoestima. E ensinar outras vertentes, seja o teatro, a dança, a música, a arte plástica, é de extrema importância para o desenvolvimento da educação na nossa cidade” explica Rosângela.
Por: Heitor Castelo Branco (estagiário) / Fotos: Carlos Grevi