EFEM reúne gestores em debate sobre prevenção a cibercrimes que envolvem crianças e adolescentes

Gestores da rede municipal de ensino participaram, nesta segunda (18), de uma palestra voltada ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. O evento, realizado no IFF Centro, foi promovido pela Escola de Formação de Educadores Municipais (EFEM), da Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct), em parceria com a Diretoria Regional de Educação, a Polícia Federal e a Secretaria Municipal de Segurança. O objetivo da palestra foi reforçar a importância da prevenção e da proteção no ambiente escolar em relação aos cibercrimes voltados contra crianças e adolescentes.

A abertura foi feita pela secretária de Educação, Ciência e Tecnologia, Tânia Alberto, que destacou a responsabilidade da escola na formação e na proteção diária de crianças e adolescentes. Ela reforçou que a observação atenta do cotidiano escolar é fundamental para identificar possíveis sinais de violência e garantir um ambiente seguro. “A educação tem a missão de proteger, cuidar e educar nossas crianças. Esse trabalho exige observação constante, porque muitas vezes é na escola que elas passam grande parte do tempo”, afirmou. Tânia acrescentou que já está em andamento a instituição de uma Comissão na Secretaria de Educação para desenvolvimento do Plano Municipal de Enfrentamento à Violência no Ambiente Escolar.

Na sequência, a diretora regional de Educação da Seduct, Rita Abreu, contextualizou a iniciativa dentro da campanha Maio Laranja e destacou a importância da conscientização contínua sobre o tema. Ela lembrou que a mobilização tem como base a necessidade de fortalecer a rede de proteção e ampliar a capacidade de identificação de situações de risco. “Cada gestor presente aqui tem responsabilidade sobre uma vida. É preciso reconhecer os sinais de risco, inclusive no ambiente virtual, e pensar em ações concretas de prevenção dentro das escolas”, afirmou.

O delegado da Polícia Federal, Paulo Cassiano, apresentou o programa Guardiões da Infância, iniciativa voltada à prevenção de crimes sexuais contra crianças e adolescentes. Ele explicou que o trabalho tem caráter educativo e busca orientar escolas, famílias e estudantes sobre riscos, sinais de alerta e formas de proteção no ambiente físico e digital. “A palestra trata de prevenção ao abuso sexual infantojuvenil e reúne orientações sobre como identificar situações de risco, compreender o perfil do abusador e agir corretamente quando houver suspeita ou confirmação de violência”, disse.

Paulo também destacou a importância de capacitar profissionais da educação para lidar com situações de suspeita de violência. Segundo ele, o conhecimento técnico e a orientação adequada fortalecem a atuação da escola na proteção dos estudantes e contribuem para a construção de uma rede mais eficiente de enfrentamento. Ele reforçou que a informação é uma das principais ferramentas de prevenção.

O coronel Rodrigo Ibiapina Chiaradia, secretário municipal de Segurança e Ordem Pública, abordou os riscos relacionados aos crimes cibernéticos envolvendo crianças e adolescentes e ressaltou a necessidade de acompanhamento familiar no uso de tecnologias. Ele alertou que o acesso precoce e sem supervisão a dispositivos digitais pode expor crianças a situações de vulnerabilidade. “É importante que diretores, gestores, pais e responsáveis compreendam os perigos, os reflexos e as implicações dessas práticas, porque supervisão e cuidado precisam caminhar juntos”, declarou.

O Maio Laranja é uma campanha nacional de conscientização que mobiliza a sociedade brasileira ao longo de todo o mês de maio para o enfrentamento do abuso e da exploração sexual de crianças e adolescentes. A iniciativa tem como marco o dia 18 de maio, instituído como Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, em memória de um crime ocorrido em 1973, que chocou o país e se tornou símbolo da luta por direitos e proteção da infância. Desde então, a data representa um chamado permanente à sociedade para a prevenção, a denúncia e o fortalecimento das políticas públicas de proteção.

Por Jorge Rocha / Fotos: Carlos Grevi

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