Projetos do Mais Ciência ganham destaque em sessão de banners no CONFICT 

A sessão de apresentação de banners dos projetos do Mais Ciência movimentou, na quarta (27), o foyer do Centro de Convenções da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), em atividade que integrou a programação do XVIII Congresso Fluminense de Iniciação Científica e Tecnológica (CONFICT). Ao longo da tarde, entre 14h e 16h, foram exibidos os 62 trabalhos do último ciclo do programa de incentivo à iniciação científica da Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct), em um encontro que reuniu pesquisadores, gestores públicos e representantes de órgãos parceiros.

Os projetos estavam distribuídos em áreas como educação, inclusão e formação, saúde pública e saúde coletiva, patrimônio, cultura, memória e artes, urbanismo, mobilidade e habitação, agricultura, meio ambiente e sustentabilidade, direitos humanos e assistência social, além de tecnologia, gestão e desenvolvimento econômico. Cada pesquisa foi desenvolvida a partir de demandas reais da cidade e conectada a uma secretaria ou órgão público, o que deu ao encontro um caráter prático e institucional. A atividade contou ainda com a presença de representantes de setores atendidos pelos estudos, entre eles o secretário de Defesa Civil, Alcemir Pascoutto.

O subsecretário de Ciência e Tecnologia da Seduct, Henrique da Hora, destacou o papel do congresso na integração entre academia e gestão pública. “O Confict é, talvez, o maior evento de administração científica do interior do Brasil. Os gestores trazem os desafios e a academia analisa e propõe soluções”, afirmou. Ele acrescentou que a iniciativa valoriza a produção local e amplia o acesso ao conhecimento. “Celebramos essa geração de conhecimento, que está disponível com transparência para todos na nossa plataforma Lamego”, disse, ao mencionar também a divulgação do livro comemorativo do Mais Ciência.

Para a coordenadora do programa e gerente de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Científica da Seduct, Leonora Tinoco, a participação no CONFICT marca um momento decisivo do ciclo dos projetos. “Esse já é o sexto Confict de que a gente está participando. É um momento crucial, porque os projetos apresentam seus resultados finais e são avaliados”, explicou. Ela também ressaltou a importância da divulgação das iniciativas. “Viemos fazer a apresentação do nosso livro e da Plataforma Lamego, que vai reunir toda essa produção científica”, completou.

Entre os trabalhos expostos, o professor Cristiano Marins, da UFF, apresentou o estudo “Características do transporte intermunicipal, principais origens e destinos”. Segundo ele, a experiência acumulada desde 2018 reforça a função social do programa. “O Mais Ciência é muito importante para incentivar as pesquisas e aproximar a sociedade da universidade”, afirmou. No projeto, ele investiga os deslocamentos feitos por moradores de Campos para outros municípios e avalia fatores como origem, frequência e motivo das viagens, com foco em possíveis melhorias no transporte público coletivo.

Daiana Miller, da Uniflu, levou ao evento a pesquisa “Crianças e Adolescentes Negros, a cor da pele pode influenciar na permanência em acolhimentos institucionais?”. Para ela, a presença do tema no congresso amplia o debate sobre desigualdades ainda presentes na rede de proteção. “A presença de um projeto sobre crianças e adolescentes negros no Confict reforça a urgência de olhar para as desigualdades e de produzir conhecimento capaz de orientar decisões mais justas”, disse. A pesquisadora destacou ainda que o Mais Ciência fortalece a articulação entre universidade e poder público.

Já Paula Alessandra Di Filippo, da Uenf, apresentou o projeto “Lar da Flor, Uma segunda chance”, voltado ao acolhimento, tratamento, esterilização e adoção responsável de animais, além de ações educativas sobre guarda responsável e prevenção de zoonoses. “Divulgar o nosso projeto em um evento como esse é importante porque muitas pessoas ainda não conhecem o trabalho e acabam se aproximando da iniciativa”, afirmou. Também na área da saúde coletiva, Natália Bousquet Batista, do IFF Campos, mostrou o estudo “Vacinação e Saúde Coletiva, impacto na redução de doenças imunopreveníveis em Campos dos Goytacazes”, e relatou o efeito formador da experiência. “Foi muito satisfatório encontrar uma ex-bolsista do Mais Ciência no Confict e ver que ela seguiu na pesquisa, concluiu o mestrado e agora desenvolve o doutorado”, contou.

Durante toda a programação, o Mais Ciência manteve um estande com dois materiais que resumem sua trajetória recente. No espaço, o público pôde conhecer o Livro Comemorativo 2018 a 2024 do Mais Ciência, que reúne experiências consideradas exitosas desde a criação da iniciativa, e a Plataforma Lamego, criada para ampliar a publicidade e a transparência do financiamento das pesquisas municipais. Na quinta (28), o programa terá novo destaque com a cerimônia de premiação dos projetos, no auditório do Centro de Convenções.

Por Jorge Rocha / Fotos: Carlos Grevi e Alicio Gomes

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