Os projetos do programa Mais Ciência que se destacaram na sessão de apresentação de banners durante o XVIII Congresso Fluminense de Iniciação Científica e Tecnológica (CONFICT) foram premiados nesta quarta (29). A cerimônia foi realizada no auditório do Centro de Convenções da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) e integrou a programação oficial do congresso, reunindo estudantes, orientadores e representantes das instituições envolvidas. Os projetos foram selecionados por professores avaliadores.
Em primeiro lugar foi premiado o projeto “Teto de Vidro: Disparidades de Gênero na Pesquisa Científica”, desenvolvido pela bolsista Maria Júlia Oliveira Mocaiber, sob orientação de Maria Priscila Pessanha de Castro, da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF). A pesquisa investiga desigualdades de gênero no ambiente acadêmico e analisa obstáculos que ainda dificultam a presença de mulheres em espaços de liderança, produção científica e reconhecimento institucional.
Maria Priscila destacou o Confict como um dos eventos mais importantes do município, por reunir as universidades públicas e permitir a visibilidade de pesquisas desenvolvidas na UFF, na UENF e no IFF. “Você percebe claramente, pelo olhar dos bolsistas e dos estudantes, como eles estão querendo transmitir tudo que absorveram de conhecimento ao longo da bolsa de iniciação científica”, afirmou, ao comemorar o prêmio na área de ensino. Ela também ressaltou que o programa Mais Ciência foi fundamental para o sucesso do projeto, ao fortalecer a pesquisa e ampliar as oportunidades de formação e reconhecimento acadêmico.

O segundo lugar foi para “Teatro 60+: Um estudo sobre a prática docente e a pedagogia horizontal no projeto Siminino”, de Julia Rocha da Silva, sob orientação de Maria Siqueira Queiroz de Carvalho, do Instituto Federal Fluminense (IFF). A pesquisa analisa experiências com pessoas idosas e mostra como o teatro pode funcionar como ferramenta de ensino, inclusão e construção coletiva do conhecimento, ao mesmo tempo em que discute caminhos para a formação docente.
Na terceira colocação ficou “A Arte como recurso de Acolhimento e Inclusão para alunos da rede municipal de ensino do município de Campos dos Goytacazes”, de Rayssa Silva de Medeiros, orientada por Crisóstomo Lima do Nascimento, da Universidade Federal Fluminense (UFF). O trabalho examina o uso da arte como estratégia de acolhimento no ambiente escolar e aponta seu potencial para fortalecer vínculos, ampliar a expressão emocional dos estudantes e apoiar o processo de aprendizagem.
Receberam menção honrosa os projetos “A linguagem teatral como prática inclusiva”, de Peterson Ferreira de Oliveira, orientado por Maria Siqueira Queiroz de Carvalho, do IFF, e “Conhecimento, atitude e prática sobre dengue, seu evitar e ações de controle, um estudo de intervenção comunitária em Campos dos Goytacazes”, de Beatriz Peixoto Assed, orientada por Thais Louvain de Souza, da Faculdade de Medicina de Campos (FMC). Os trabalhos foram reconhecidos pela contribuição para a inclusão e para a saúde pública.

“Diagnóstico do meio como etapa preliminar para a construção de um Plano Municipal de Redução de Riscos em Campos dos Goytacazes, RJ”, de Lara Nunes Barroso, orientada por Eduardo Manuel Rosa Bulhões, da UFF, e “Memórias Pretas: Narrativas Insurgentes na cidade de Campos dos Goytacazes”, de Bruna Soares Almeida da Silva, orientada por Lurdes Perez Oberg, também da UFF, estão na lista das menções honrosas. A relação se completa com o projeto “Quilombo Custodópolis: Inventário Participativo do Patrimônio Cultural”, de Samara Julia Marques dos Santos, orientada por Maria Catharina Reis Queiroz Prata, do IFF.
O subsecretário de Ciência e Tecnologia da Seduct, Henrique da Hora, destacou o papel da iniciativa na valorização da pesquisa desenvolvida no município e na formação dos jovens pesquisadores. “O Mais Ciência tem mostrado que a produção científica feita aqui tem qualidade, relevância social e capacidade de dialogar com os desafios reais da população”, afirmou, ao comentar a participação dos trabalhos apresentados.
Para a coordenadora do programa e gerente de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Científica da Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct), Leonora Tinoco, tanto a apresentação dos banners quanto a premiação reforçam a importância do reconhecimento aos projetos e à trajetória dos bolsistas, além de estimularem a continuidade da produção científica entre os jovens pesquisadores. “Ver esses estudantes ocupando espaços como o CONFICT e sendo reconhecidos mostra a força da pesquisa desenvolvida no município e o quanto investir em ciência também é investir em transformação social, educação e oportunidades para o futuro”, declarou.
Por Jorge Rocha / Fotos: Divulgação/Mais Ciência