Estação Educação lança projeto EDUCOLAB no youtube do PAE

Inserido no ecossistema de comunicação e inovação da Secretaria Municipal de Educação (Seduct), a coordenação do Programa Estação Educação lançou, nesta segunda-feira (1º), o projeto Educolab. A iniciativa visa mapear, chancelar e dar visibilidade a boas práticas desenvolvidas dentro das escolas municipais, focando tanto em alunos quanto em professores. O episódio está no canal do Programa de Aprendizagem Eficiente (PAE) da Secretaria no youtube. Assista aqui.

Essa é mais uma frente de trabalho do Estação Educação, que trabalha como política de comunicação pública e pedagógica, como afirmou a coordenadora do programa, Carolina Sobrinho. Segundo ela, o projeto pretende desenvolver a Função da Visibilidade, com intuito de promover a validação institucional e autoestima coletiva.

“Em redes de ensino público, é comum que as escolas operem de forma isolada, onde projetos brilhantes morrem no anonimato ou ficam restritos aos muros de uma única comunidade. O Educolab atua como uma vitrine de replicação ao documentar com padrão de qualidade audiovisual profissional. Para o aluno da periferia ou para o animador cultural, ver seu trabalho transformado em um minidocumentário oficial altera a percepção de valor sobre si mesmos e sobre a própria escola. Isso cria um ciclo virtuoso: outras escolas assistem e percebem que, com os recursos que já possuem, também podem criar núcleos de inovação”, explicou Carolina.

A segunda vertente trata do Formato de Laboratório Multimídia (A Estética “Colab”). Carolina explicou que o nome “Educolab” sugere uma junção de Educação com Laboratório/Colaboração.  “O programa utiliza uma linguagem ágil, moderna e baseada em storytelling (contação de histórias). O foco está no chão da escola, nos estudantes, no professor e na direção.

Primeiro Episódio

O primeiro episódio do Educolab é focado no Clube do Desenho Amaro Prata, um projeto artístico e pedagógico desenvolvido na Escola Municipal Amaro Prata Tavares, Centro. O vídeo constrói uma narrativa sensível e inspiradora sobre como a arte urbana e a cultura pop podem ser utilizadas como ferramentas de engajamento escolar, inclusão social e transformação pedagógica na rede pública de ensino.

Liderado pelo produtor e animador cultural Luciano de Paula, o Clube funciona de terça a quinta-feira, nos turnos da manhã e da tarde. A sala fica aberta para os alunos que têm tempos vagos ou aulas vagas.

Em vez de ficarem o tempo todo no celular ou jogando bola, eles encontram no espaço um refúgio para criar. Luciano relata que o projeto começou de forma tímida, com cerca de dez alunos, mas cresceu organicamente. O vídeo destaca a importância de parcerias externas para a expansão do projeto, citando colaborações anteriores como o Feijão Cultural (envolvendo um curso de desenho técnico para 40 alunos) e uma parceria contínua com a Finger.

Sustentabilidade e Criatividade

Um dos pontos mais ricos do depoimento de Luciano é a pegada ecológica do projeto. Todas as molduras dos quadros expostos na sala são confeccionadas de forma sustentável utilizando caixas de papelão descartadas pela cozinha da escola. Luciano exalta a resiliência e a inventividade do artista brasileiro, que “se vira com o material que tem disponível”.

O vídeo dá voz a vários estudantes da unidade escolar, evidenciando o impacto do projeto na vida deles. Isaque Alves, por exemplo, relatou que começou a desenhar no quarto com amigos, mas não tinha técnica. “Ao entrar na escola e fazer parte do clube, encontrei o apoio do governo e da instituição para desenvolver meu talento”.

Pablo Paes apresentou uma reflexão madura sobre o processo artístico: “Quanto mais eu erro, mais eu fico inspirado”. João Gabriel explicou que costumava desenhar mais em casa porque “achava o ambiente escolar meio sem graça, mas o clube mudou minha perspectiva e trouxe inspiração para o meu dia a dia na escola”. Ele revelou o desejo de se tornar técnico em informática e dublador no futuro.

A diretora da escola, Cristiane Rabelo, que atua na instituição há 19 anos, validou a importância pedagógica da iniciativa. “O impacto da arte se reflete diretamente na aprendizagem, na responsabilidade diária e na assiduidade dos alunos na escola, tornando o ambiente escolar muito mais atrativo e acolhedor”, declarou.

 

 

Por Kamilla Uhl – Fotos: Vítor Silva

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