InovaMaker: projeto garante protagonismo dos bolsistas do Programa Mais Ciência na Escola

A Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct) deu início, nesta semana, ao projeto “De Aluno para Aluno: Inovamaker”, garantindo o protagonismo dos estudantes da rede municipal de ensino. Com o objetivo de fortalecer o trabalho realizado nas salas makers existentes nas unidades escolares, a iniciativa busca aproximar e integrar diferentes trabalhos educacionais desenvolvidos em conjunto com alunos bolsistas dos Programas Mais Ciência na Escola – municipal e federal.

 

Coordenada pela Diretoria de Programas e Projetos, a ação conta com capacitações, oficinas, equipamentos e atividades práticas, promovendo saberes tecnológicos, maker, digitais e midiáticos. O diferencial é que os próprios bolsistas foram treinados para orientar e ensinar outros alunos e também educadores na utilização das tecnologias. A primeira ação aconteceu no Laboratório de História da Escola Municipal José do Patrocínio, na Penha, contemplado com uma sala maker do Programa Federal Mais Ciência na Escola. Outras unidades serão beneficiadas em breve, favorecendo, além dos alunos, professores, gestores e demais profissionais.

 

A Escola Municipal Pequeno Jornaleiro, no Centro, também foi contemplada com a sala maker do Governo Federal, recebendo R$ 50 mil reais cada, em recursos técnicos e equipamentos como impressora 3D, kits de podcast, cortadora laser, kits de robótica, entre outros.

 

 

A iniciativa pretende formar novos núcleos de estudantes multiplicadores em cada uma das unidades visitadas, mesmo aquelas que ainda não possuem sala maker, mas possuem outros recursos como tablets e chromebooks, como explicou o coordenador do projeto, Igor Pacheco. “Com essa ação, nós colocamos os estudantes bolsistas dos projetos em posições de professores, capacitando outros alunos e outros professores. Essa é uma iniciativa inovadora que traz o protagonismo estudantil pra frente do processo educacional. “, afirmou.

 

 

O aluno Brenno Linhares Carneiro Siqueira, do 8º ano da E.M. José do Patrocínio, aprovou a ideia. “Eu adorei essa experiência. Pensei que seria mais difícil e que iria me embolar muito mais. Apesar de ter errado algumas palavras, errar faz parte do aprendizado. Gostei muito das crianças; elas foram cooperativas, educadas e prestaram bastante atenção”, disse.

Ryan Barreto do Nascimento concordou: “Nós achamos que ia ser algo não muito bom, mas foi muito ótimo. Apresentamos muita coisa, as crianças cooperaram, foram educadas, fiz até amizade com as crianças, coisa que eu não imaginava que ia acontecer”, brincou.

Bruno Dias de Souza acrescentou: “Foi uma experiência incrível que meu projeto me ofereceu. Expliquei para as crianças como funcionam os nossos óculos virtuais, como que a gente tem que usar com consciência e sabedoria. Agradeço muito pelo meu projeto me trazer aqui e eu poder apresentar nossa imersão”.

 

Asafe dos Santos Machado disse que a experiência foi muito gratificante. “Achei que ia ser mais difícil, mais confuso, mas foi bem tranquilo. É uma coisa muito boa você compartilhar esse conhecimento com as outras pessoas, foi muito bom. Ainda mais que as crianças ainda são pequenas”, completou.

Por Kamilla Uhl  – Fotos: Vitor Silva

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