Inclusão e educação ambiental: Rede municipal tem sete escolas com Jardim Sensorial

Sete unidades escolares da rede municipal de ensino já dispõem de Jardim Sensorial, um espaço criado e utilizado pela Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct) como ferramenta pedagógica, para atendimento a crianças típicas e atípicas. O Jardim permite que os profissionais desenvolvam atividades voltadas à ciência, à educação ambiental e ao desenvolvimento sensorial das crianças, promovendo inclusão e educação ambiental de forma concreta e didática.

A Creche Escola Nair Menezes da Silva, Parque Imperial; Creche Escola Félix Miranda, Parque Guarus; Escola Professora Eunícia Ferreira da Silva, Parque Santa Rosa; Escola Instituto Profissional São José, Lapa; Ciep Maestro Villa Lobos, Fundão; Cidade da Criança Zilda Arns, Centro; e Creche Escola Municipal Gil Freitas Filho, em Donana, foram as primeiras contempladas. No entanto, a Seduct pretende continuar ampliando o projeto para outras unidades.

De acordo com a supervisora de Educação Ambiental da Seduct, Isis Vivório, o local proporciona aos alunos experiências educativas por meio do contato direto com plantas, aromas, cores e diferentes texturas.

“O Jardim proporciona o contato direto com a natureza, tem o caminho sensorial, para estimular o tato; diferentes flores e folhas, campinho de areia, árvores frutíferas para estimular o paladar, ofertamos livros do projeto Biblioteca em Casa, para estimular a leitura, entre outras ações. Hoje, não queremos apenas escolas com cimento e tijolo, mas também espaços verdes, naturalizados, pois já há comprovação de que eles estimulam e recuperam o que foi perdido na aprendizagem dos alunos”, destacou Ísis.

 

Ela explicou que, junto ao Jardim Sensorial, acontece o plantio de árvores nas unidades, em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, por meio do Centro de Educação Ambiental (CEA). A iniciativa tem como objetivo ampliar as áreas verdes nas escolas e contribuir para a formação de uma consciência ambiental desde a infância.

 

“O plantio coletivo já aconteceu em 11 escolas. A medida representa um momento de integração entre alunos, professores e comunidade escolar. Quando a escola planta e cuida de uma árvore, ela ensina muito mais do que conteúdo. Ensina responsabilidade, pertencimento e respeito à vida. Nosso objetivo é que cada unidade escolar possa olhar para o seu território e compreender que cuidar do ambiente também faz parte do processo educativo”, completou a supervisora.

As iniciativas fazem parte de um conjunto de ações voltadas para a construção de uma cidade mais sustentável, fortalecendo a educação ambiental como ferramenta de transformação social e de cuidado com o futuro das novas gerações.

A diretora da Escola Professora Eunícia Ferreira da Silva, Danielle Pelicioni, aprovou o projeto. “O jardim sensorial é um espaço planejado para estimular os sentidos por meio do contato com a natureza. É um importante recurso educativo, pois permite que as crianças aprendam de forma mais concreta, explorando texturas, cores, cheiros e sons presentes nas plantas e nos elementos naturais. Ele também auxilia na regulação das emoções, melhora a concentração e contribui para o desenvolvimento da comunicação, da coordenação motora e da interação social”, disse Danielle.

 

 

Por Kamilla Uhl – Fotos: Carlos Grevi

Compartilhe: