A Coordenação de Serviço Social da Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct) reuniu, nesta quinta-feira (13), representantes de diversas unidades escolares da rede municipal de ensino para dialogar sobre infrequência escolar dos estudantes. De manhã, o encontro aconteceu na Escola Municipal Dr. Luís Sobral, no Jardim Carioca, com gestores das unidades de Guarus (Região Educacional 2). No período da tarde, o diálogo aconteceu com escolas da Região Educacional 1.
Acompanhada das gerentes de Acompanhamento Escolar, Adriana Matos e Neilce Faquer, a coordenadora do Serviço Social da Seduct, Sílvia Teixeira, explicou que a infrequência escolas pode gerar reprovação por falta, o abandono ou a evasão escolar, além do corte de benefícios sociais como o Bolsa Família. Ela também aciona notificações obrigatórias ao Conselho Tutelar quando ultrapassa os limites legais de ausências.
“Temos percebido alguns desafios no acompanhamento da frequência escolar, através da Ficha de Comunicação da Infrequência Escolar, que impactam na aprendizagem. Por essa razõ, estamos intensificando os encontros com as escolas. Hoje foi um encontro muito produtivo, no qual os diretores analisaram os avanços e os desafios que ainda precisam superar e trocaram experiências exitosas. Em breve, estaremos juntos com essas escolas novamente, apresentando um projeto de trabalho envolvendo a frequência escolar, no qual toda a comunidade escolar, lideranças comunitárias, amigos da escola estarão envolvidos em um único objetivo: garantir a permanência do aluno na escola, de uma forma motivadora”, adiantou Silvia.
Para Neilce, falar sobre infrequência é também falar sobre permanência, acompanhamento e garantia do direito à educação. “A partir da minha experiência enquanto gestora escolar, pude vivenciar de perto os desafios enfrentados nesse processo. Hoje, como gerente de Acompanhamento Escolar, especialmente na atuação junto às Regiões 2 e 6, utilizo essa experiência para contribuir com as equipes gestoras, apoiando o acompanhamento da frequência e a construção de estratégias para prevenir o abandono e a evasão escolar”, informou.

Nesse contexto, continua Neilce, a FICAI se apresenta como uma importante ferramenta para sistematizar os encaminhamentos e fortalecer a articulação entre escola, família, Serviço Social e rede de proteção. “O encontro de hoje foi fundamental para a troca de experiências, o compartilhamento de práticas e o alinhamento de estratégias. O trabalho do Serviço Social, assim como a atuação dos demais setores da Secretaria de Educação, é de grande importância para identificar situações que podem levar à infrequência e contribuir para a construção de ações preventivas, fortalecendo o acompanhamento dos estudantes e garantindo sua permanência na escola”, completou Neilce.
Segundo Adriana, quando a escola identifica rapidamente as faltas e busca compreender suas causas, pode agir antes que o afastamento se torne abandono escolar. De acordo com ela, além de prejudicar a aprendizagem, a infrequência pode provocar defasagem de conteúdos, dificuldades de socialização, perda de vínculo com a escola e desmotivação. Por isso, acompanhar a frequência diariamente e realizar uma busca ativa dos alunos faltosos é uma ação de cuidado e responsabilidade.
“É importante que a escola trabalhe em parceria com as famílias, equipe pedagógica e rede de proteção, procurando entender cada situação e construindo estratégias para favorecer o retorno e a permanência do estudante. Corrigir a infrequência não é apenas controlar faltas; é garantir que cada aluno esteja na escola, aprendendo, convivendo e tendo seu direito à educação respeitado.

Na terça-feira (11), o setor promoveu uma roda de conversa em parceria com a Coordenação do Programa Bolsa Família da Seduct na sede da Universidade Federal Fluminense (UFF), com o tema “Diálogos sobre frequência escolar”, para os servidores que atuam no Serviço Social, visando à orientação das famílias dos alunos beneficiários do Programa.
Por Kamilla Uhl – Fotos: Seduct