Entre telas, cartazes, aplausos e encontros entre estudantes de diferentes escolas, o Palácio da Cultura ganhou neste sábado (22) uma programação dedicada à produção audiovisual feita dentro da rede municipal de ensino. O espaço recebeu a exibição e a premiação das obras selecionadas no II Festival Curta Campos na Escola, iniciativa da Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct), por meio da Diretoria de Programas e Projetos (DPP) e do projeto Estação Educação.
A edição reuniu estudantes, professores e convidados e também apresentou os pôsteres produzidos pelas equipes participantes, além de uma apresentação de dança.
Na categoria Melhor Curta dos 4º e 5º anos, o destaque foi “Basta: a coragem de dizer não à injustiça”, da Escola Municipal de Iniciação Agrícola José Francisco Mota Vasconcelos. Participaram os alunos Bianca Pessanha, Laura Paes, Mariá Cristina Sant’Anna, Moisés Alves Cordeiro e Tiago Matias, com orientação da professora Vera Angela Alvarenga.

“Foi muita luta, muito ensaio e abrimos mão de vários momentos para ensaiar, procurar o local certo e conseguir chegar a este resultado. Estamos muito felizes, e esse prêmio é de grande importância para nossa escola”, afirmou Vera.
Entre os pôsteres dos anos iniciais, o prêmio ficou com “Contos de fadas online”, produzido por Elloá Ribeiro, Rosângela Ribeiro, Maria Elloá Ávila, Monielly Muniz e Mellany Gomes, do Instituto Profissional São José.

Na categoria Melhor Curta dos 6º e 7º anos, venceu “Benta Pereira: antes que o tempo acabe!”, da Escola Municipal José do Patrocínio, realizado por Sophia Caldas Azevedo, Maria Luiza de Melo, Aghata Santos e Isabele Leite Bichara, sob orientação da professora Jaqueline Paes.
O diretor Michel Andrade comemorou a premiação como um reconhecimento ao trabalho coletivo desenvolvido na unidade. “O Curta Campos já faz parte da nossa história, e nossa vontade não é somente participar hoje. Já vamos nos preparar para o próximo Curta Campos”, afirmou.
Já o prêmio de Melhor Pôster dos 6º e 7º anos foi para “O empurrão”, da Escola Municipal Amaro Prata Tavares, produzido por Isaque Alves Adolfo, João Gabriel Monteiro Pessanha, Luiz Gabryel Gomes Barreto e Brunna Bastos Henrique Ferraz Martins.

Nos 8º e 9º anos, nível iniciante, o prêmio foi para “Antes do sim”, da Escola Municipal Santa Terezinha, com Letícia Vitória Antonino, Helloá Freitas, Marya Cecília Nunes, Alessa Gomes e Henzo Rangel, sob orientação da professora Liana Macabu de Sousa. “Esse resultado representa o esforço de uma equipe que acreditou na ideia desde o começo. Os alunos se envolveram em cada etapa, aprenderam a trabalhar juntos e perceberam que suas histórias podem ocupar espaços como este”, disse Liana.

Na categoria Melhor Curta dos 8º e 9º anos, nível intermediário, venceu “Quando um sonho vira ciência”, da Escola Municipal Cláudia Almeida Pinto de Oliveira. A produção contou com Breno Barroso, Luigi Dias, Pedro Arthur Soares, Rossana Peixoto e Sophia Victória Miranda, com orientação da professora Ana Claudia Peixoto da Silva.
“Esse prêmio representa o reconhecimento de um processo construído com dedicação, pesquisa e participação dos estudantes. Eles tiveram a oportunidade de transformar uma ideia em narrativa e compreender que a ciência também pode ser comunicada por meio do audiovisual.”, afirmou Ana Claudia.
Os pôsteres também tiveram espaço entre os trabalhos premiados. Na etapa dos 8º e 9º anos, o melhor pôster foi “Boto Rosa: um ciclo sem fim”, da Escola Municipal José do Patrocínio, produzido pelas alunas Melissa Ribeiro Nascimento e Mariana Ribeiro Nascimento.
Na Educação de Jovens e Adultos (EJA), o destaque ficou com “Os sonhos não envelhecem”, do CE 29 de Maio, elaborado por Joelcio da Hora Ribeiro, Joyce Albernaz Tavares, Rosa Rangel da Silva Lemos e Vinícius Martins da Silva.

Para a secretária de Educação, Ciência e Tecnologia, Tânia Alberto, o festival evidencia como tecnologia, criatividade e cotidiano escolar podem caminhar juntos. “Estamos celebrando um trabalho que permite às crianças produzir, criar e mostrar aquilo que pensam a partir de suas próprias vivências. São propostas orientadas e desenvolvidas com o apoio dos profissionais que atuam nas salas de recursos tecnológicos das escolas. Ao premiar os trabalhos selecionados por especialistas, também damos visibilidade ao potencial artístico dos estudantes e aos temas que fazem parte de suas experiências. É um trabalho coletivo em que educação e tecnologia se encontram na vida escolar”, afirmou.
A diretora de Programas e Projetos, Anna Karina Vieira de Azevedo Y Oviedo, destacou o caráter de integração proporcionado pelo encontro. “Ver este espaço ocupado por tanta energia, conhecimento e arte é profundamente significativo. O Curta Campos aproxima a comunidade, promove a cultura audiovisual e fortalece a educação em nossa cidade. Mais do que uma mostra, construímos uma ponte entre escolas, estudantes e educadores, para que todos possam conhecer o que está sendo produzido ao seu redor, trocar experiências e reconhecer o talento dos colegas. Quando uma conquista é celebrada por toda a comunidade escolar, todos crescem juntos”, disse.

Carolina Sobrinho, coordenadora do Estação Educação, ressaltou que o festival amplia as possibilidades de aprendizagem ao colocar os estudantes no centro do processo de criação. “O Curta Campos mostra que a escola também pode ser um lugar para contar histórias, experimentar linguagens e transformar aquilo que os alunos vivem em produção artística. O mais importante é perceber que, por trás de cada curta e de cada pôster, existe um processo de aprendizagem e estudantes que descobriram novas formas de se expressar”, afirmou.
Com o tema “5 minutos para virar o jogo”, o festival propôs aos alunos transformar situações, ideias e experiências em narrativas audiovisuais, utilizando o cinema como instrumento de educação midiática e de expressão. A edição envolveu 69 escolas municipais, 172 equipes, cerca de 860 estudantes e 172 professores colaboradores do 4º e 5º ano, do 6º e 7º ano e do 8º e 9º ano.
Por Jorge Rocha / Fotos: Alicio Gomes