Professores da rede municipal de ensino de Campos dos Goytacazes participaram, na sexta-feira (21), de três cursos de Formação e Alinhamento Pedagógico promovidos pela Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct), por meio da Escola de Formação de Educadores Municipais (EFEM), no Palácio da Cultura. As atividades abordaram educação financeira e cidadania fiscal, metodologias ativas no Ensino Religioso e experiências sensoriais no ensino de Arte, com propostas voltadas à conexão entre os conteúdos escolares e a realidade dos estudantes.
A secretária de Educação, Ciência e Tecnologia, Tânia Alberto, destacou que a diversidade curricular amplia as possibilidades de formação dos alunos e contribui para aspectos que vão além do domínio dos conteúdos tradicionais. Segundo ela, a existência de componentes voltados à formação humana integral representa um diferencial da rede. “Ter um currículo diversificado que contemple essas áreas de formação humana integral para além do núcleo comum das disciplinas do currículo é um privilégio. Poucas são as redes de ensino que possuem currículos assim”, afirmou.

Na Sala 3 do Palácio da Cultura, o curso “Conexões que Transformam: Educação Financeira nos Projetos de Vida e Integrador” aproximou conceitos financeiros de situações presentes no cotidiano dos estudantes. Sob a condução de Júlia Alves Fonseca, supervisora de Projeto de Vida e Projeto Integrador e coordenadora do projeto MPT na Escola, a formação trabalhou temas como planejamento, escolhas, consumo consciente, responsabilidade e cidadania fiscal. Júlia explicou que o encontro também serviu para preparar os professores para as ações do segundo bimestre. “Trabalhamos a educação financeira e a cidadania fiscal de forma integrada, buscando ampliar o olhar dos estudantes para temas como planejamento, escolhas, consumo consciente, responsabilidade e participação cidadã”, afirmou.
A proposta apresentada por Júlia também procurou mostrar como Projeto de Vida e Projeto Integrador podem dialogar com situações concretas vivenciadas pelos alunos. As estratégias discutidas podem ser adaptadas às características de cada unidade escolar e estimular pesquisa, investigação, tomada de decisões e participação social. Conforme ela explica, o Projeto de Vida contribui para autoconhecimento, autonomia e construção de perspectivas para o futuro, enquanto o Projeto Integrador favorece a aproximação entre diferentes áreas do conhecimento e problemas encontrados no cotidiano. “A proposta é superar a fragmentação dos conhecimentos, possibilitando que os estudantes relacionem o que aprendem na escola com situações concretas do cotidiano”, acrescentou.

No Laboratório de Informática, na Sala 1, o curso “Metodologias Ativas Aplicadas ao Ensino Religioso” teve como foco a revisão das práticas utilizadas em sala de aula. O coordenador de Ensino Religioso da Seduct, Erick Ramos de Castro, conduziu as discussões a partir da necessidade de tornar as atividades mais participativas e relacionadas às experiências dos estudantes. A formação também considerou princípios previstos na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), além do respeito à diversidade e à liberdade de consciência. “A formação teve como objetivo contribuir para o aprimoramento das práticas pedagógicas dos professores, promovendo reflexões sobre formas de tornar as aulas mais participativas, significativas e conectadas à realidade dos estudantes”, destacou Erick.

Já a Sala 2 recebeu o curso “Arte e Sensorialidades”, conduzido pelo supervisor de Ensino de Arte da Seduct, Edeilson Alves Fernandes, em parceria com Leide Jane de Souza Miranda Mello, graduada em Artes Visuais e pós-graduada em Arte Educação e Patrimônio Cultural. A atividade explorou as possibilidades do contato sensorial com a produção artística a partir do “Parangolé”, obra criada por Hélio Oiticica em 1964. A experiência foi pensada para estimular a participação dos professores e ampliar a compreensão sobre as quatro linguagens que integram o componente Arte, teatro, dança, música e artes visuais. “O Parangolé não é feito para ser julgado racionalmente por meio da contemplação, mas sim para ser habitado, interpretado, sentido e dançado, transformando o espectador passivo em um participante ativo”, explicou Edeilson. Segundo ele, a proposta também pode favorecer concentração, atenção, pensamento crítico e resolução de problemas ao explorar texturas, volumes, espaços e materiais.
Os encontros de Formação e Alinhamento Pedagógico são iniciativas de desenvolvimento profissional que reunem educadores para estudar, trocar experiências, revisar práticas e alinhar estratégias de ensino às necessidades da rede e dos estudantes. Os encontros funcionam como espaços de atualização e diálogo entre os profissionais, permitindo discutir conteúdos, metodologias e formas de transformar os conhecimentos trabalhados na formação em experiências de aprendizagem mais significativas. Por meio dessas ações, a Seduct busca fortalecer o trabalho dos professores, promover maior integração entre as práticas pedagógicas e contribuir para a melhoria contínua do processo de ensino e aprendizagem nas escolas municipais.
Por Jorge Rocha / Fotos: Divulgação