O Projeto Cidadania 21 da Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct) promoveu, nesta semana, conscientização digital na Escola Municipal Amaro Prata Tavares, localizada no Centro da cidade. A ação é realizada pela Diretoria de Programas e Projetos (DPP) e visa garantir informações e orientação nas escolas da rede municipal de ensino, a fim de criar um ecossistema virtual mais seguro e transparente para os jovens, em conformidade com a nova lei nº 15.211/2025.
O objetivo é partilhar conhecimento sobre o uso responsável e moderado da tecnologia digital e sobre os riscos potenciais do seu uso excessivo na saúde mental, física e emocional dos indivíduos.
O coordenador do projeto, Nikson Anjo, ministrou palestra falando do impacto de notícias reais e estudos de caso para analisar temas críticos do cotidiano dos adolescentes, como a engenharia social em chats de jogos (como o Roblox), as armadilhas financeiras das apostas online (bets), a verificação de fake news e as consequências legais e psicológicas do cyberbullying.
“Notamos uma evolução nítida no engajamento à medida que o projeto avança pelas escolas. Alunos nessa faixa etária respondem muito melhor quando desafiados a entender a lógica por trás das telas. O Cidadania 21 desmascara a engenharia psicológica das redes para que eles assumam o controle de suas vidas digitais”, destacou Nikson Anjo.

Na semana passada, a iniciativa contemplou estudantes do CIEP Brizolão 144 Professora Carmem Sylvia Carneiro, no Parque Eldorado. O projeto ajuda a transformar as unidades escolares em redes de apoio técnico e socioemocional, instruindo alunos e professores sobre protocolos pedagógicos de acolhimento e apresentando canais oficiais de denúncia, como o Disque 100 e a SaferNet.
Profissionais e alunos estão aprovando a iniciativa, como, por exemplo, a educadora Lígia, da Escola Amaro Prata Tavares.
“Tenho uma adolescente que tudo posta, desde a maquiagem a uma música nova que aprende, ou uma roupa nova. E começou a postar, também, o caminho de casa para a escola, da escola para casa, informava até onde ia parar ou passar durante o itinerário, bem como as amigas dela. Até que um dia elas foram abordadas por um assaltante que já tinha todo o itinerário. Ele chegou até elas sabendo de que escola estavam vindo e para onde estavam indo. A sorte é que ele só confiscou todos os celulares, bens materiais. Isso deixou ela muito assustada. Hoje em dia, ela não anuncia o que vai fazer, para onde vai, só posta depois que já fez. Está mais precavida, mas, infelizmente, foi preciso passar por essa situação nem um pouco agradável para ela aprender”, contou.
Professora na mesma unidade, Ana Paula também aprovou a palestra. “Foram informações importantes não só para eles, que são adolescentes e que vivem com o diário no celular, mas até para a gente mesmo. Serviu de alerta para todo mundo quanto aos perigos que a internet pode oferecer, principalmente agora com essa questão de jogos de apostas, bets, etc. Eu tenho um filho que também está nessa fase de querer apostar, e a gente sempre fala dos perigos, que pode gerar perdas e vícios. É muito importante fazer esse alerta para esses jovens, que estão cada dia mais presos ao celular”, comentou.
Por Kamilla Uhl – Fotos: Vítor Silva