Uma história pode começar em um livro, ganhar novas interpretações em sala de aula e terminar diante de uma câmera. É nesse percurso que estudantes da Escola Municipal Pequeno Jornaleiro participam do projeto de pesquisa “Vozes da Alfabetização: Descobrindo o mundo pela leitura”, realizado por meio do programa Mais Ciência na Escola, da Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct). Sob orientação da professora Francislaine Cavichini, a iniciativa trabalha leitura, escrita e oralidade a partir da contação e recontagem de histórias, envolvendo uma turma de 20 alunos e acompanhando mais diretamente três estudantes.
Bernardo César Basílio Cruz, Hilary da Cruz Silva Cabral e Matheus Paravidino Cunha são os alunos diretamente acompanhados pela pesquisa. Cada um ganhou um avatar e participa das produções disponibilizadas no canal do YouTube “Vozes da Alfabetização”. O primeiro vídeo apresenta o projeto e os estudantes, inaugurando uma sequência de conteúdos que pretende registrar parte das experiências desenvolvidas durante as atividades de alfabetização.
A produção audiovisual é utilizada como uma extensão das práticas realizadas em sala de aula. Os estudantes já gravaram um conto, exercício que envolveu leitura, interpretação e oralidade. A proposta também permite que eles retomem as histórias, reorganizem ideias e encontrem diferentes maneiras de apresentar aquilo que compreenderam, transformando a relação com os textos em uma experiência de participação.

O projeto também ultrapassa os limites da sala de aula. Uma visita guiada ao Museu Histórico de Campos, realizada pelos estudantes acompanhados da professora orientadora e de seus familiares, serviu de base para a produção de um novo conteúdo. A atividade aproximou os alunos de um espaço de preservação da memória e deverá integrar o conjunto de materiais publicados no canal. Outras gravações estão previstas ao longo do desenvolvimento da pesquisa.
Embora o acompanhamento investigativo esteja concentrado nos três estudantes, as atividades são realizadas coletivamente com os 20 alunos da turma e fazem parte da rotina pedagógica. Para Francislaine, essa dinâmica favorece uma aprendizagem que valoriza a participação e as descobertas das crianças. “É uma alegria atuar como professora orientadora de projetos do programa Mais Ciência na Escola e acompanhar de perto alunos tão curiosos, criativos e cheios de potencial”, afirma. Ela destaca ainda que as experiências proporcionadas pelo projeto ajudam os estudantes a perceber suas próprias capacidades. “Cada descoberta, pergunta e nova experiência mostra como eles são capazes de ir além, conhecer novos mundos e transformar a aprendizagem em algo significativo”, acrescenta.
A expectativa é que a continuidade das atividades contribua para consolidar habilidades de leitura, escrita e oralidade, ao mesmo tempo em que amplia a autonomia, a criatividade e o protagonismo infantil. Ao aproximar literatura, produção audiovisual, experiências culturais e práticas de alfabetização, o projeto cria diferentes situações para que os estudantes leiam, interpretem, contem e reconstruam histórias. Para Francislaine, esse processo permite “fortalecer o processo de alfabetização de forma leve, prazerosa e inspiradora”.
Por Jorge Rocha / Fotos: Divulgação